Presidente da FETRAF desdramatiza situação em Darfur

Paris- França (PANA) -- O presidente da Federação dos Trabalhadores Africanos em França (FETAF), Sidi Guèye, considerou sexta-feira em Paris que a descrição da situação humanitária em Darfur (região ocidental do Sudão assolada por uma guerra civil), tal como feita no Ocidente, "não corresponde às realidades no local".
"Percorremos Darfur do norte ao sul.
Visitámos os campos de refugiados e falámos livremente com eles.
Quanto a nós, a situação no local está nitidamente diferente da descrição feita diariamente no Ocidente", sublinhou Gueye em conferência de imprensa na capital francesa.
Para o presidente da FETAF "o Sudão encontra-se na situação de qualquer país em conflito e nada mais".
"Segundo os professores que interrogámos, os alunos de alguns campos de refugiados têm obtido bons resultados escolares, até melhores do que os dos alunos de escolas de Cartum (a capital).
Não notámos sentimento de desespero nos nossos interlocutores", garantiu Gueye, sublinhando, por outro lado, a vontade dos sudaneses de sair desta crise de Darfur, privilegiando uma solução africana.
Ele disse ter notado, "durante a nossa visita ao local", uma certa vontade dos sudaneses, de políticos bem como de actores da sociedade civil de "resolver esta crise com a ajuda dos irmãos africanos".
Eles têm consciência, prosseguiu, de que o Sudão, à semelhança do resto de África, deve continuar a ser uma terra de mistura de culturas, de religiões e de etnias.
Efectivamente, a região de Darfur está a ser sacudida, desde Fevereiro de 2003, por uma crise político-militar que já fez, segundo dados onusinos, mais de 200 mil mortos e cerca de dois milhões de deslocados.

13 Outubro 2007 11:16:00




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