Presidente cabo-verdiano inteira-se da situação na Guiné-Bissau

Praia- Cabo Verde (PANA) -- O Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, inicia domingo uma visita à Guiné-Bissau para se inteirar da situação político-militar do país, apurou a PANA de fonte oficial.
O chefe de Estado cabo-verdiano faz-se acompanhar do antigo presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, que é desde 2005 o enviado especial das Nações Unidas para a Guiné-Bissau.
Pedro Pires lidera também uma “importante delegação ministerial” cabo-verdiana que vai manter “vários encontros com as diversas autoridades e actores políticos e militares” bissau-guineenses.
O Presidente cabo-verdiano, que deverá permanecer em Bissau dois ou três dias, terá como ponto alto da sua visita um encontro com o seu homólogo guineense, João Bernardo "Nino" Vieira, na segunda-feira.
Pedro Pires é tido entre as autoridades e o povo bissau-guineenses como “um amigo” da Guiné-Bissau, devido ao seu passado como comandante da guerrilha na guerra colonial, em que desempenhou funções de destaque.
A deslocação do chefe de Estado cabo-verdiano a Bissau acontece na sequência docataque armado, perpetrado a 23 de Novembro passado contra a residência do Presidente bissau-guineense.
O atentado de que Nino Vieira saiu imune aconteceu uma semana depois das eleições legislativas na Guiné-Bissau ganhas com maioria qualificada pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAICV).
De recordar que Pedro Pires tinha sido o enviado especial do presidente da União Africana (UA) na Guiné-Bissau, quando das eleições presidenciais decorridas a 24 de Julho e ganhas por Nino Vieira.
Na altura, Pires, que se deslocou a Bissau como enviado especial do então presidente em exercício da UA, o antigo presidente nigeriano Olusegun Obasanjo, afirmou que "as perspectivas estão abertas para a solução dos conflitos na Guiné-Bissau.
Manifestou a convicção de que, em colaboração com as organizações sub-regionais, "fizemos um bom trabalho que abriu novas perspectivas na Guiné-Bissau" e que competia às autoridades deste país concluir o trabalho consolidando as conquistas.
"As eleições não resolvem todos os problemas.
Mas elas só abrem as perspectivas para a sua solução", sustentou, na altura, o enviado especial da UA, que todavia admitiu que a Guiné-Bissau "tem um longo caminho por percorrer".
Na ocasião, Pedro Pires havia pedido aos dois candidatos de então (Nino Vieira e Malam Bacai Sanha) para aceitarem os resultados do escrutínio e preservarem o futuro preconizando a reconciliação nacional e uma política de abertura, de tolerância e de respeito mútuo.

13 Dezembro 2008 11:58:00




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