Presidente cabo-verdiano considera morte de Nelson Mandela "enorme perda"

Praia, Cabo Verde (PANA) – O Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, disse sexta-feira ter recebido com sentimento de “enorme perda” a notícia da morte de Nelson Mandela, um “revolucionário humanista e amante da liberdade”.

Em declarações à agência cabo-verdiana de notícias (Inforpress), a partir da ilha Brava (oeste da Praia), onde se encontra em visita de trabalho, Jorge Carlos Fonseca sublinhou que Nelson Mandela é uma figura que marcou de forma “muito relevante” a história de África e do Mundo.

Ele é uma personalidade que participou “heroicamente" na luta contra o apartheid e a segregação racial e que lutou pela igualdade dos direitos no seu país, a África do Sul, realçou.

Para o chefe de Estado cabo-verdiano, Nelson Mandela  torna-se numa referência de revolucionário que “nunca deixou de trilhar os caminhos do humanismo” e do amor com a liberdade.

“Esta é uma faceta muito importante de Mandela, que é a de quem lutou, com dedicação, com firmeza por ideias nobres, pela justiça, pela liberdade, pelos direitos de todos, que sofreu prisão em defesa desses interesses muito nobres, mas que, quando alcança o poder, se mostra magnânimo mesmo para os seus opressores por força de um percurso atravessado por amor à liberdade com sentido de humanismo extremamente forte”, acrescentou.

Jorge Carlos Fonseca garantiu que “pela figura que foi Mandela, por aquilo que representou como exemplo e referência do povo em África e no mundo, de lutador pela liberdade, pela justiça e pelos direitos humanos, Cabo Verde, que também deu uma contribuição positiva no apoio à luta pela liberdade contra o apartheid, deve prestar uma homenagem merecida a esta grande figura da história mundial e da história africana”.

Por sua vez, o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, recordou que Nelson Mandela foi uma personalidade de nível mundial que mostrou "os caminhos da liberdade, da tolerância e da dignidade".

"É um exemplo para os líderes africanos, pelo seu desapego ao poder, pela sua capacidade de diálogo, pelo seu entranhado amor a Africa", sublinha José Maria Neves, que se encontra em Paris (França) para participar na cimeira franco-africana sobre a paz e segurança no continente negro.

O chefe do Governo cabo-verdiano diz ter em Nelson Mandela uma fonte de inspiração na sua ação governativa, e que, na sua intervenção, esta sexta-feira, perante os participantes da cimeira franco-africana, vai prestar uma sentida homenagem ao falecido líder sul-africano.

Também os líderes do Movimento para a Democracia (MpD), principal partido da oposição em Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, e da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, com dois assentos no Parlamento), reagiram à morte de Nelson Mandela, destacando a sua personalidade  e o seu enorme contributo para a paz, liberdade e democracia em África e no Mundo.  

O secretário-geral do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder), Júlio Correia, anunciou que o seu partido que é próximo do Congresso Nacional Africano (ANC, no poder na África do Sul), irá promover atividades para homenagear o falecido líder sul-africano em cuja cerimónia fúnebre tenciona participar.

Em 2012, o Governo de Cabo Verde decidiu homenagear o antigo Presidente sul-africano, atribuindo o seu nome  ao aeroporto internacional da cidade da Praia.

Ao render esta homenagem, que assinalou a passagem dos 22 anos da libertação (11 de fevereiro 1990), o Executivo cabo-verdiano destacou o "exemplo cimeiro de lutador tenaz e  humanista" e o seu "papel decisivo como obreiro da nova África do Sul".

-0-  PANA CS/DD 06dez2013

06 Dezembro 2013 11:12:31




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