Presidente Blaise Compaoré na cimeira de Bamako

Ouagadougou- Burkina Faso (PANA) -- O presidente burkinabe Blaise Compaoré deixou Ouagadougou, na manhã da terça-feira, com destino a Bamako (Mali),onde participará, ao lado dos seus homólogos da Côte d'Ivoire e do Mali, Laurent Gbagbo e Amadou Toumani Touré respectivamente, de uma cimeira sobre a crise ivoirense.
Segundo um comunicado do ministério dos Negócios estrangeiros publicado terca-feira em Ouagadougou, "este encontro será a ocasião para o presidente Campaoré evocar com o presidente Gbagbo as preocupações do Burkina Faso sobre os seus compatriotas rsidentes na Côte d'Ivoire".
"Trata-se essencialmente, e isto desde os acontecimentos de Tabou em 1999, da situação dos milhares de burkinabes expulsos da Côte d'Ivoire assim como diversos casos de espoliação, consequências da aplicação da nova legislação predial", indica o comunicado.
As autoridades burkinabes esperam que a iniciativa do presidente malaiano ofereça a oportunidade ao presidente Compaoré de recordar a posição do seu país sobre o conflito ivoirense, "cujas consequências são desastrosas quer para a própria Côte d'Ivoire quer para os países vizinhos".
Durante un encontro com a impressa na tarde da segunda-feira em Ougadougou, o ministro dos Negócios estrangeiros e da Cooperação regional, Youssouf Ouédraogo, salientou que a decisão de participar desta concertação "testemunha a vontade infinitamente renovada do Burkina Faso de contribuir para a busca da paz na Côte d'Ivoire".
O seu desejo é que este encontro, "que não é de maneira alguma um frente a frente Gbagbo-Compaoré", dê resultados susceptíveis de contribuir para o relançamento das negociações de Lomé, sob a condução do presidente Gnassingbé Eyadema, medianeiro da Comunidade económica dos Estados da África ocidental (CEDEAO).
O presidente Compaoré, recorde-se, recebeu, há uma semana, enviados especiais do Ghana, Mali, Togo, Libéria, Côte d'Ivoire e França, no quadro da crise ivoirense.
O surgimento de novas frentes, na úlitma semana no oeste da Côte d'Ivoire preocupa os observadores que temem a internacionalização do conflito e seu afundamento.
Desde a eclosão da rebelião a 19 de Setembro último, mais de 40 mil cidadãos burkinabes regressaram ao seu país, muitas das vezes desprovidos dos seus haveres.
Uma operação de regresso voluntário dos expatriados burkinabes residentes na Côte d'Ivoire, designada "Bayiri (Mãe pátria) iniciou no princípio de Novembro e permitiu o regresso de quatro mil pessoas.

03 Dezembro 2002 12:18:00


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