Poluição pode destruir Lago Victoria, adverte ecologista

Kisumu- Quénia (PANA) -- As indústrias que descarregam resíduos sólidos no Lago Victoria constituem uma verdadeira ameaça à vida de mais de 30 milhões de habitantes da sua bacia devido à poluição crescente da massa de água doce, advertiu um ambientalista.
Segundo Ratemo Michieka, presidente da Autoridade Nacional para a Administração Ambiental do Quénia (NEMA), o Programa de Administração Ambiental do Lago (LVEMP) constatou que as indústrias dos três países da África Oriental descarregavam por dia um total de 15,359 quilogramas de poluição orgánica no lago.
Falando durante a abertura de um seminário sobre a questão organizado pela NEMA em Kisumu, Michieka disse que a população ao redor do Lago arriscava-se a perder os seus meios de subsistência se não forem feitos esforços para controlar a poluição.
Acrescentou que a administração do Lago devia incluir uma produção mais limpa dos resíduos, não somente como forma de reduzir a poluição, mas também como meio de maximizar a produção.
"A administração ambiental é o outro lado do desenvolvimento industrial e os dois devem caminhar juntos", disse.
Michieka disse haver uma tendência para prestar uma atenção inadequada à administração ambiental por "ser considerada como uma actividade perturbadora".
Lembrou que o governo queniano sugeriu regimes de observação e de aplicação para encorajar a prevenir a poluição e colocar a responsabilidade de mitigar os efeitos da poluição no lado certo.
Michieka afirmou que no quadro do princípio do "poluente-pagador", as indústrias que poluem o Lago deveriam pagar o tratamento e o preço da mitigação.

28 Dezembro 2004 18:27:00


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