Polícia nigeriana investiga sobre reivindicação de acidente aéreo

Lagos- Nigéria (PANA) -- A Polícia nigeriana está a investigar sobre a reivindicação por um grupo desconhecido da conturbada região petrolífera do Delta do Níger da responsabilidade pelo acidente aéreo que matou sábado passado 117 pessoas, apurou a PANA quinta-feira.
Inicialmente, a Polícia minimizou as declarações do grupo em causa que reclamava a "inteira responsalibilidade" pelo despenhamento de um avião da companhia nigeriana "Bellview" na localidade de Lissa, perto de Lagos, a capital económica do país, sem deixar sobreviventes.
Num comunicado distribuído terça-feira, a Coligação para a Acção do Militante (COMA), um grupo até então desconhecido, alegou ter perpetrado o incidente supostamente para se vingar da detenção e julgamento no Delta do Níger do seu líder Mujahid Asari Dokubo.
"Reafirmamos que condenamos com veemência a contínua detenção de Mujahid Asari e, até à sua libertação incondicional, vamos continuar a mostrar a nossa raiva contra as pessoas e as infra-estruturas do Estado nigeriano", afirmou o grupo.
O porta-voz da Polícia Haz Iwendi desmentiu esta alegação quarta-feira dizendo não ser verdade.
   Porém, o inspector-geral da polícia Sunday Ehindero prometeu posteriormente em Abuja que a sua corporação não iria ignorar nenhum elemento na investigação sobre a autoria do acidente.
"Não vamos deixar nenhuma pedra intacta na condução desta guerra.
Se houver declarações terroristas sobre o acidente, será nosso dever investigar para determinar se estes rumores são verdadeiros ou falsos", afirmou.
A causa do acidente continua desconhecida, apesar de os investigadores locais e internacionais terem começado o seu inquérito.
Entretanto, um diário local anunciou quinta-feira que as autoridades de Segurança que estão a investigar sobre o acidente detiveram 15 altos funcionários da Presidência (da República) e do Ministério da Aviação admitindo a teoria de que o voo pode ter sido sabotado.
O jornal declarou também que altos funcionários do governo, incluindo o presidente da agência anti-corrupção da Comissão dos Crimes Financeiros e Económicos (EFCC) e o governador do Banco Central da Nigéria (CBN), Charles Soludo, tinham reservas para o voo 210 da Bellview de Lagos para Abuja.
O periódico não indicou entretanto por que tais individualidades não embarcaram.

27 Outubro 2005 19:03:00




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