Pescadores quenianos denunciam degradação do ambiente

Nairobi- Quénia (PANA) -- Um ecologista e pescadores quenianos da cidade costeira de Malindi deploraram a pesca demasiadamente intensiva, o despejo de resíduos na zona de pesca e o uso de traineiras, sustentando que estas práticas estão na origem da redução de reservas de pescas.
Athman Seif, presidente da Malindi Marine Association, incriminou o uso contínuo das traineiras considerando o como responsável pela diminuição dos recursos haliêuticos.
Pediu por conseguinte ao governo para interditar a pesca com traineiras e sancionar os produtores do sal que causam danos ao ambiente, explicando que as duas actividades prejudicam as zonas de reprodução da vida marinha.
"Deitar peixinhos de um ano mortos na água põe em perigo as outras vidas aquáticas e priva também os pescadores locais dos seus meios de existência visto que esta prática não deixa ao peixe o tempo de se desenvolver", indignou-se Seif.
Muitos pescadores, prosseguiu, estão desempregados porque a pesca "não é mais rentável porque se fica horas na água e regressa-se com apenas cinco quilos de peixes".
Os próprios pescadores lançaram um apelo ao governo para que proiba às traineiras operar na zona e processe as firmas fabricantes do sal que despejam a água salgada no mar.
As autoridades quenianas tinham igualmente tomado uma medida de interdição temporária contra as traineiras para permitir uma boa reprodução do pescado mas esta interdição não surtiu efeitos.

09 Janeiro 2006 21:30:00


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