Personalidades cabo-verdianas pedem libertação de ativistas angolanos

Praia, Cabo Verde (PANA) - Um grupo de personalidades cabo-verdianas ligadas à cultura e ativistas sociais endereçou uma carta aberta ao Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, exigindo a libertação de jovens ativistas angolanos presos desde junho, acusados de “co-autoria material de um crime de actos preparatórios para uma rebelião” e atentado contra o chefe de Estado de Angola, apurou a PANA, segunda-feira, na cidade da Praia.

“Tal como no passado aquando do encarceramento de então jovens angolanos anticolonialistas em Campo de Concentração de Tarrafal (Cabo Verde), na sequência dos acontecimentos de 4 de Fevereiro de 1961, nós os signatários da presente carta, imbuídos do espírito humanista e em respeito da relação histórica entre Cabo Verde e Angola, exigimos a libertação imediata dos 15 jovens presos políticos angolanos”, diz a carta divulgada   através das redes sociais.
A carta é assinada, entre outros, pelo movimento MAC#114, que esteve à frente da contestação popular contra a aprovação do novo Estatuto dos Titulares de Cargos Públicos e que acabou por levar opartidos políticos adiar a provação desse diploma que pevia, entre outras regalias, o aumento das remunerações dos polítcos na ordem do 60 por cento,
A missiva dirigida ao chefe de Estado angolano contam ainda com a assinatura de  um conjunto personlaidades ligadas à cultura, entre elas está o artista de artes plásticas Tchalé Figueira, o encenador João Branco, a musicóloga Lúcia Cardoso, o rapper Hélio Batalha, o músico Alberto Koenig, para alem de sindicalistas e professores universitários
“Fazemos esta exigência em nome dos valores universais da liberdade, da justiça e da solidariedade, no respeito e na defesa dos Direitos Humanos e a favor de uma Angola livre, de paz, e inclusiva”, avança o texto.
Esta segunda-feira, o primeiro-ministro de Cabo Verde disse que esses cidadão são livres de expressarem a sua opinião relativamente a esta e outras matérias.
O chefe do Governo cabo-verdiano sublinhou que se trata de uma questão interna de Angola, escusando-se, por isso, a comentar.
"Tratando-se de uma questão interna de outro país, enquanto Governo não nos cabe pronunciar sobre esta matéria que se refere à justiça e à governação de um outro país", disse.
No entanto, José Maria Neves garantiu que as relações com Angola são boas e normais e que não ficarão beliscadas por causa de decisões de órgãos de soberania angolana em relação aos ativistas detidos.
"As relações são entre Estados, são normais, boas e, portando, não ficarão beliscadas por causa de decisões de órgão de soberania de Angola", precisou.


0 – PANA – 26  out 2015



26 Outubro 2015 19:00:35


xhtml CSS