Partido francês condena despejos de resíduos tóxicos na Côte d'Ivoire

Paris- França (PANA) -- O Partido Socialista (PS) francês condenou quinta-feira o despejo de resíduos tóxicos em Abidjan (Côte d'Ivoire), estimando tratar-se de "um acto criminoso conscientemente organizado", soube a PANA de fonte paartidária.
Os resíduos tóxicos despejados em vários locais em Abidjan mataram seis pessoas, de acordo com um balanço provisório que indica que 15 mil outras pessoas tiveram de se submeter a exames médicos.
"Procurando desembaraçar-se de perigosos resíduos tóxicos, os Estados ocidentais engendraram uma poluição e fizeram vítimas num país em desenvolvimento", insurge-se o PS numa nota transmitida à PANA em Paris.
Os socialistas franceses exigem uma explicação clara deste incidente a nível internacional e que os responsáveis sejam severamente punidos.
Desejam também que a ajuda de França à Côte d'Ivoire esteja à altura das "necessidades locais".
"Violando deliberadamente duas convenções internacionais, designadamente a de Londres (Grã Bretanha) sobre a imersão de resíduos, e depois a de Bâle (Suíça), que proibiu a transferência de produtos perigosos entre países da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico) e os países não membros desta, os autores deste crime provocaram a intoxicação de mais de nove mil pessoas e causaram a morte de seis outras", acrescenta o PS.
Sublinhando o carácter multinacional "do despejo selvagem" dos resíduos tóxicos em Abidjan, os socialistas franceses reiteram o seu pedido de criação de uma organização mundial do ambiente, "que seja suficientemente eficaz para prevenir a repetição de tais desastres ecológicos, humanos e sanitários".
Sete pessoas foram detidas no quadro das investigações sobre a poluição decorrente do despejo, no porto de Abidjan, de uma carga de resíduos tóxicos transportados por um navio grego, com bandeira panamenha e uma tripulação russa e fretado por armadores holandeses.
França e as Nações Unidas propuseram a sua ajuda às autoridades ivoirienses para assitir nesta crise ecológica e sanitária que obrigou o governo do primeiro-ministro Charles Konan Banny à demissão.

15 Setembro 2006 19:39:00


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