Partidários de general Bozize renunciam à opção militar

Paris- França (PANA) -- A coordenação dos patriotas centroafricanos, próximos do general François Bozize, ex-chefe do estado-maior do Exército centroafricano, anunciou terça-feira em Paris ter abandonado qualquer solução militar para a crise que abala o país.
"Acabamos de obter da comunidade internacional um reconhecimento de que o presidente Patassé parece não ter tomado consciência.
Mais do que qualquer opção militar, as pressões das Nações Unidas, Estados Unidos e do resto da comunidade internacional contra o presidente Patassé constituem para nós um motivo de satisfação", afirmou o secretário geral da coordenação, Karim Meckassoua, numa entrevista concedida à PANA.
Segundo Meckassoua, a perda recente da localidade de Bossangoa (cerca de 300 km a norte de Bangui, capital centroafricana), pelos homens do general Bozizé não é uma falha militar.
Trata-se, prosseguiu, de um recuo táctico destinado a dar mais hipótese a um desfecho político a crise que abala a R.
Centroafricana desde há vários meses.
"O presidente Patassé continua a crer numa solução militar graças ao apoio dos rebeldes congoleses de Jean-Pierre Mbemba.
Privilegiamos, da nossa parte, a solução política.
Com base nos relatórios que os nossos homens nos fornecem no terreno, estamos convictos de que ele (Patassé) não poderá ganhar esta guerra", sublinhou o secretário geral da Coordenação dos patriotas centroafricanos.
Desde Outubro de 2002, a R.
Centroafricana está confrontada com uma rebelião armada que ocupou várias localidades próximas da fronteira com o Tchade, país acusado pelas autoridades de Bangui de ter laços com os rebeldes.

05 Março 2003 09:39:00




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