Partes em conflito assinam acordo de cessação de hostilidades na RCA

Brazzaville, Congo (PANA) – Os beligerantes na crise centroafricana assinaram quarta-feira à noite na capital congolesa, Brazzaville, um acordo de cessação das hostilidades para pôr  termo à violência que o país vive desde o golpe de Estado de 24 de março de 2013, constatou a PANA no local.

O acordo foi assinado pelo chefe da delegação da ex-coligação rebelde Séléka,  Mohamed Moussa Dahaffane, e pelo coordenador do grupo Anti-Balaka, Patrice Edouard Ngaïssona,
no termo do primeiro fórum sobre a reconciliação nacional na República Centroafricana (RCA).

O documento prevê  a "cessação da violência, das exações, das destruições e a livre circulação de pessoas e bens em todo o território da República Centroafricana (RCA)".

"Acabamos de assumir um compromisso para um cessar-fogo firme na República Centroafricana",  declarou Mohamed-Moussa Dhaffane, acrescentando que "é importante parar com as perseguições entre nós, pois somos todos irmãos, irmãs, centroafricanos".

Por outro lado, o chefe da delegação da ex-coligação Séléka apelou aos combatentes no terreno para respeitarem o acordo que visa restabelecer a paz, a segurança e a reconciliação no país.

O documento foi também rubricado pelo Conselho Nacional de Transição, por homens políticos, pela sociedade civil, pelas confissões religiosas, pelas Nações Unidas, pela União Africana (UA) e pelo medianeiro internacional,  o Presidente congolês Denis Sassou Nguesso.

Na ocasião, Mohamed-Moussa Dahaffane apresentou as « desculpas » da sua delegação por não ter participado nos trabalhos em comissão do fórum realizados de segunda a quarta-feiras em Brazzaville, a  capital do Congo.

No seu discurso de encerramento, Sassou Nguesso disse que “acabamos a abrir aqui uma nova página na busca da paz, da segurança e da estabilidade na RCA e não cessaremos de desejar para este país um destino de felicidade, na unidade e na coesão nacional”.

Segundo ele, os compromissos assumidos constituem fundamentos e pontos de referência para um longo processo a continuar e a consolidar no território centroafricano.

"Era preciso começar pela cessação das hostilidades", precisou o medianeiro na crise centroafricana.

Dirigindo-se aos Centroafricanos, o líder congolês indicou que "Brazzaville constitui este primeiro passo que lhes conduzirá  para as 16 prefeituras do vosso país, no quadro dum diálogo inclusivo, na paz, antes de chegar a Bangui para a organização um fórum de reconciliação nacional que encerrará formalmente o processo que nós  iniciamos".

-0- PANA MB/BEH/SOC/FK/IZ 24julho2014

24 Julho 2014 12:11:37




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