PNUE investiga sobre resíduos tóxicos despejados em Abidjan

Nairobi- Quénia (PANA) -- A pedido do Governo ivoiriense, o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUE) está a investigar se o despejo de resíduos tóxicos a 18 de Agosto em Abidjan está ligado a exportações ilegais provenientes da Europa.
A sede do PNUE em Nairobi (Quénia) anunciou esta semana que o Secretariado da Convenção sobre o Movimento Transfronteiriço de Resíduos Tóxicos está a efectuar o inquérito sobre a catástrofe ecológica que causou a intoxicação de cerca de seis mil pessoas e a morte de seis pessoas, segundo um balanço provisório.
O Secretariado está igualmente a avaliar a responsabilidade legal desta catástrofe e se o fundo especial da Convenção pode ser utilizado para apoiar operações de limpeza.
"A catástrofe de Abidjan constitui uma ilustração dolorosa dos sofrimentos provocados pelo despejo ilegal dos resíduos", declarou o director executivo do PNUE, Achim Steiner.
Por outro lado, o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) confirmou que um pedido para uma assistência foi formulado a 4 de Setembro corrente com base num plano de reacção a curto e médio prazos que necessita de 13 milhões e 500 mil dólares americanos.
As autoridades ivoirienses disseram carecer de capacidade para avaliar e atenuar o problema.
A secção "Urgências Ambientais" da OCHA controla a situação e propôs a sua assistência à Côte d'Ivoire por intermédio da sua representação neste país, tendo alertado a Comissão Europeia e os outros doadores francófonos sobre esta situação.
Um grupo especial inter-agências foi criado na Côte d'Ivoire para coordenar as reacções das agências da ONU à situação e ao pedidos de assistência do Governo.

14 Setembro 2006 10:04:00


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