PM de Ouatarra preconiza recurso à força militar para tirar Gbagbo do poder na Côte d'Ivoire

Abidjan, Côte d'Ivoire (PANA) – O primeiro-ministro de Alassane Ouattara, Guillaume Soro, afirma que "apenas a opção militar poderá tirar Laurent Gbagbo do poder" porque este último faz  "tergiversação" para  ganhar tempo.

Guillaume Soro faz assim alusão à nova missão que os chefes de Estado de Cabo Verde, Pedro Pires, da Serra Leoa, Ernest Koroma, e do Benin, Boni Yayi, deverão iniciar segunda-feira na Côte  d'Ivoire no quadro da busca de uma solução pacífica para a crise pós-eleitoral..

"A mensagem parece-me clara. É a última oportunidade, para Gbagbo, de obter a possibilidade duma transmissão pacífica do poder e duma garantia da imunidade", disse Guillaume Soro sábado diante de jornalistas.

Com efeito, a organização sub-regional não exclui tão-pouco a opção militar para tirar Laurent Gbagbo do poder. e uma força sub-regional estaria a preparar-se para uma missão militar na Côte d'Ivoire, em caso de fracasso da opção diplomática.

"É preciso realizar o combate legítimo e utilizar a força legítima da sub-região oeste-africana. Nem sanções e muito menos a pressão da comunidade internacional convenceram Gbagbo a ceder.  Já não me interrogo. Eu apelo para o uso da força legítima. Nunca se viu em parte alguma um ditador passar o poder pacificamente", insistiu Soro.

No entanto, o Presidente cessante, Laurent Gabagbo, mantém a sua posição segundo a qual ele é vítima duma conspiração da comunidade internacional,.

Na sua mensagem de fim de ano à nação, difundida sexta-feira pela Rádio Televisão Ivoiriense (RTI), Gbagbo acusou as grandes potências de fomentar "uma tentativa de golpe de Estado" na Côte d'Ivoire através do seu apoio a Alassane Ouattara.

"Trata-se duma tentativa de golpe de Estado, sob a bandeira da comunidade internacional. Estou lá onde os Ivoirienses me colocaram pela sua votação. Não queremos ceder", declarou Laurent Gbagbo, que beneficia dos apoios do Exército Nacional e da milícia dos Jovens Patriotas que fizeram, desde o início da crise, uma centena de mortos no seio da população civil.

-0- PANA GB/SSB/FK/DD 02 Jan2011

02 Janeiro 2011 13:31:19




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