Oxfam deseja plano de acção mundial contra crise alimentar

Lusaka- Zâmbia (PANA) -- A organização humanitária internacional Oxfam instou segunda-feira os líderes do mundo inteiro a definir um plano de acção muito mais global por ocasião da Cimeira dos Oito Países Mais Industrializados (G8) para resolver a crise alimentar.
Segundo o responsável da Oxfam para a Justiça Económica, Jenny Heap, a resposta dos países ricos à actual crise alimentar mundial tem sido "inadaptada e às vezes hipócrita".
"Até agora, a resposta foi largamente dominada por palavras de compaixão e por uma crítica hipócrita dos países em via de desenvolvimento.
Foram desembolsados fundos, o que é uma boa notícia.
Mas os líderes dos países ricos ignoram o impacto das suas próprias políticas injustas", declarou.
Segundo ele, os líderes do G8 devem reiterar as suas promessas de aumentar a ajuda "que é mais do que nunca necessária" e lançar as reformas necessárias, incluindo o incremento dos investimentos no sector agrícola dos países pobres ao priorizar as mulheres e os pequenos agricultores.
A Oxfam afirma que as subvenções agrícolas dos países ricos comprometeram sistematicamente a produção dos países pobres, estimando que os Estados Unidos e a União Europeia (UE) devem pôr termo para sempre a estas subvenções "desleais".
"A ajuda não deve desviar a atenção da necessidade urgente duma reforma fundamental no seio da União Europeia e nos Estados Unidos", declarou Heap.
No seu entender, as últimas propostas da Organização Mundial do Comércio (OMC) estão longe de resolver o problema e representam uma regressão em matéria de desenvolvimento, notando que os acordos baseados nestas propostas não ajudarão a resolver a crise alimentar nem a reduzir a pobreza.

08 Julho 2008 16:55:00


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