Organização feminina gambiana condena rapto de alunas nigerianas

Banjul, Gâmbia (PANA) – O Comité Gambiano sobre Práticas Tradicionais Prejudiciais (GAMCOTRAP), uma organização de defesa dos direitos humanos sediada em Banjul, declarou-se preocupada com o futuro das alunas raptadas há três semanas na Nigéria.

A diretora executiva do GAMCOTRAP, Isatou Touray, que falava nas instalações da Embaixada da Nigéria na Gâmbia, condenou a impunidade da seita Boko Haram,  que reivindicou o rapto dum primeiro grupo de mais de 200 alunas dum liceu do Estado de Borno, no nordeste do país.

Um outro grupo de 11 meninas foi igualmente raptado neste Estado por homens suspeitos de pertencer à mesma seita.

Para Touray, esta ação da seita transcende as fronteiras da Nigéria e alarga-se aos países vizinhos, revestindo assim uma dimensão internacional, que deve ser « uma fonte preocupação para todos os nossos países ».

"É uma violação grave  dos princípios do Islão. O Islão respeita a dignidade da pessoa, particularmente a da mulher”  denunciou Touray.

O GAMCOTRAP, que defende a proteção das mulheres e das raparigas, pediu ao Governo  nigeriano e ao mundo inteiro para agir ativamente  face a «estes criminosos » que se dizem muçulmanos, violando os seus princípios fundamentais do islão.

Na sua resposta, a embaixadora da Nigéria na Gâmbia, Ester John Audu, agradeceu à GAMCOTRAP  pela sua solidariedade.

-0- PANA MSS/SEG/NFB/JSG/FK/IZ 09maio2014

09 Maio 2014 18:14:58




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