Oposição sul-africana preconiza prudência no tocante à Somália

Cidade de Cabo- África do Sul (PANA) -- A Aliança Democrática (DA, principal partido da oposição na África do Sul) manifestou segunda-feira o seu apoio aos apelos do Presidente Thabo Mbeki para que África se solidarize como o Governo da Somália, convidando contudo o Estado sul-africano a abordar esta questão com prudência.
Se a Força de Defesa Nacional sul-africana, que já está cheia, encontra tropas para participar numa missão de manutenção da paz, "o nosso Governo deve estar extremamente prudente para não sem meter numa situação trágica na Somália", advertiu segunda-feira o lider da DA, Tony Leon, num comunicado.
A União Africana (UA) exortou na semana passada a África do Sul a fornecer tropas para uma missão africana de paz na Somália, mesmo se peritos militares duvidam da capacidade sul-africana para o efeito.
"A Somália está muito afastada do polo de interesse imediato da África do Sul e um desdobramento de tropas neste país, além da nossa já importante implicação noutros pontos quentes, não deve ser minimizado", acrescentou Leon.
O líder da DA sublinhou que o problema de governação na Somália "merece a atenção da comunidade internacional e da ONU que, com o apoio da UA, devem fazer o seu possível para trazer a paz ao povo somalí".
Em Dezembro, o Conselho de Segurança (CS) da ONU aprovou uma missão de manutenção da paz de cerca de oito mil homens para tentar estabilizar a Somália, mas Tony Leon estimou que, antes do envolvimento das tropas sul- africanas, é preciso proceder a uma avaliação dos custos e da sua assistência, e elaborar de mútuo acordo um calendário e uma estratégia claros de saída.
O Conselho de Paz e Segurança (CPS) da UA submeteu um pedido de tropas ao director-geral dos Negócios Estrangeiros da África do Sul, Ayanda Ntsaluba, que indicou que o mesmo deverá ser examinado pelo Governo antes que uma resposta seja dada.

15 Janeiro 2007 20:04:00




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