Oposição ivoiriense rejeita decisão do Tribunal sobre CEI

Abidjan- Côte d'Ivoire (PANA) -- Os principais partidos da oposição ivoiriense e as Forças Novas (ex-rebeldes) rejeitaram, no fim-de-semana em Abidjan, a decisão tomada sexta-feira passada pelo Tribunal Supremo de anular a eleição dos membros da Comissão Eleitoral Independente (CEI) realizada a 19 de Outubro passado, constatou a PANA.
"Consideramos que o gabinete instalado é o que reconhecemos.
Não vamos comprometer-nos a novas eleições.
Se o Tribunal Supremo quiser, que instaure um gabinete mas sem nós.
É o único gabinete que reconhecemos e não vamos realizar de novo eleições para o gabinete da CEI", declarou o director do gabinete de Soro Guillaume, secretário-geral das Forças Novas, Koné Amadou.
Por seu lado, Cissé Bacongo, porta-voz da Coligação dos Republicanos (RDR) do ex-primeiro-ministro Alassane Ouattara, diz não estar surpreendido com a decisão do Conselho Constitucional.
"É evidente que o Conselho Constitucional, que se pode dizer ser constituído por um comando de mercenários juristas favoráveis a Gbagbo, apenas podia dar um veredicto que lhe é favorável.
O Tribunal Supremo não podia dizer outra coisa (.
.
.
)", disse Bacongo.
Alphonse Djédjé Mady, secretário-geral do Partido Democrático da Côte d'Ivoire ( PDCI), ex-partido único, acusou, por seu turno, o Tribunal Supremo de ter feito " uma leitura preconceituosa e parcial do Direito".
   O presidente do directório do G7, coligação de sete das 10 partes signatárias do acordo de paz de Linas-Marcoussis,  disse que foi "uma decisão dessa natureza que causou a crise em Outubro de 2000" quando o mesmo magistrado Tia Kone, presidente da mais alta instituição judicial ivoiriense, tinha rejeitado as candidaturas às eleições presidenciais dos principais concorrentes da oposição, incluindo do ex-Presidente Henri Konan Bédié e do antigo primeiro-ministro Alassane Ouattara.

28 Novembro 2005 12:18:00




xhtml CSS