Oposição desmente chefe do partido no poder na Guiné Conacry

Conacry- Guiné Conacry (PANA) -- A oposição da Guiné Conacry acolheu "com estupefacção" a declaração do secretário do partido da Unidade e do Progresso (PUP, no poder), Sekou Konaté, que denunciou "o caráctere político" da greve geral ilimitada prevista para quarta- feira em todo o território nacional.
A oposição aludia a uma comício realizado no fim-de-semana passado na sede do PUP, durante o qual Konaté qualificou de ilegal a palavra de ordem lançada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Guiné (CNTG) e pela União Sindical dos Trabalhadores da Guiné (USTG) sustentando que "o governo fez muito sacrifício a favor dos trabalhadores".
Num comunicado a que a PANA teve acesso terça-feira, os partidos da oposição acusam o secretário do PUP, para quem a greve é "exclusivamente política", de ignorar as irregularidades sistemáticas das instituições da República.
"Trata-se da interferência constante do Presidente da República (Lansana Conté) nos assuntos da competência dos poderes legislativo e judicial, dando sempre ao governo ordens contraditórias, violando a Constituição e os seus textos de aplicação", lê-se no comunicado.
Como a inter-central sindical não dispõe de interlocutores credíveis, quer do lado governo quer do lado das entidades patronais, para aplicação correcta e integral dos acordos assinados em Março e Junho últimos entre as três partes, a oposição conclui disto que o governo não tem capacidade para resolver os problemas do povo da Guiné Conacry, em particular os dos trabalhadores.
Por conseguinte, apelou a todos os cidadãos do país para empreenderem acções de indisciplina e associarem-se a qualquer acção similar a fim de exigir o restablecimento total da ordem republicana face a esta "dramática situação".
Para a oposição, a falta de reacção dos presidentes da Assembleia Nacional e do Tribunal Supremo é "a decadência das instituições da República".

09 Janeiro 2007 21:25:00


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