Oposição denuncia implicação de chefes militares no processo eleitoral na Mauritânia

Nouakchott, Mauritânia (PANA) - A Aliança Eleitoral da Oposição Democrática (AEOD), na Mauritânia, denunciou quarta-feira uma alegada implicação dos chefes militares na política e no processo eleitoral em curso, e exigiu neutralidade das forças de defesa e segurança.

A Mauritânia vai organizar eleições legislativas, regionais e autárquicas a 1 de setembro de 2018.

Numa declaração distribuída em Nouakchott, a AEOD indica que o seu objetivo é ver concretizado o desejo de mudança democrática fortemente manifestado no país para o advento de um Estado de Direito.

Esta aliança, fundada na semana passada, declara a sua viva preocupação por constar que "o poder está empenhado em desagregar a sociedade mauritana, exacerbando rivalidades raciais, tribais e de castas para manter o seu domínio sobre o país.

Os métodos utilizados recentemente nas operações de reimplantação do partido maioritário, a União para a República (UPR), e os utilizados na escolha dos candidatos desta formação às próximas eleições "são uma nova prova" dos factos, indica a nota da AEOD.

Mais grave ainda, realça, o regime instituído "assume riscos com consequências imprevisíveis, ao impelir alguns generais para as lutas política, partidária e tribal em violação flagrante das normas que regem as forças de defesa e segurança, das leis relativas à neutralidade da Administração e das Forças Armadas e dos princípios da transparência e da incompatibilidade do exercício de algumas funções com a implicação no processo eleitoral".

-0- PANA SAS/BEH/MAR/IZ 18jul2018

18 Julho 2018 21:36:41


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