Quebeque- Canadá (PANA) -- A 12ª Cimeira da Organização Internacional da Francofonia (OIF) terminou domingo no Quebeque com a adopção duma declaração que exige o restabelecimento da democracia e da ordem constitucional na Mauritânia.
Na sua declaração de sete páginas, os 30 chefes de Estado e de Governo da comunidade francófona instaram igualmente a "manutenção da solidariedade com a República do Djibuti no conflito fronteiriço que o opõe à Eritreia".
"Exortamos a Eritreia a retirar-se imediata e incondicionalmente dos territórios djibutianos que ela ocupa.
Desejamos igualmente a continuação do processo de libertação dos prisioneiros de guerra", prossegue o documento.
No capítulo económico, a OIF promete acções para ajudar a resolver a crise financeira.
"Persuadidos de que nenhum país está ao abrigo do problema que afecta os mercados mundiais do crédito e que as turbulências que assolam os nossos mercados pedem uma intervenção coordenada, comprometemos-nos a manifestar a nossa solidariedade na crise financeira actual", sublinha a Declaração de Quebeque.
Os chefes de Estado e de Governo presentes em Quebeque comprometeram- se igualmente a "participar activamente no reforço do sistema financeiro internacional para o tornar mais coerente e apoiar uma reforma que visa a transparência, a solidariede bancária, a integridade e a melhoria da governação económica mundial".
Relativament à Língua Francesa, que foi objecto duma mesa-redonda específica, os chefes de Estado e de Governo decidiram reforçar a sua posição nos sistemas educativos ao desenvolver um ensino público e privado de qualidade e tendo em consideração a repartição das competências no seio dos Estados neste domínio.
"Engajamos-nos a tomar a medidas necessárias para a aplicação efectiva das disposições nacionais e internacionais relativas à utilização do francês na vida internacional", sublinha a declaração dos chefes de Estado.
"Comprometemos-nos a tomar medidas adaptadas aos nossos meios respectivos para valorizar o estatuto e a utilização da Língua Francesa, língua viva e útil nos domínios económico, social, cultural, turístico e científico das nossas sociedades", prossegue o documento.
Os chefes de Estado e de Governo decidiram realizar a próxima Cimeira da Francofonia em 2010 em Madagáscar em detrimento da República Democrática do Congo, cuja candidatura foi fragilizada pela ausência do Presidente Joseph Kabila no Quebeque.