OIF advoga audiovisual público africano forte

Dakar- Senegal (PANA) -- O encarregado do Programa Médias junto da Organização Internacional da Francofonia (OIF), Tidiane Dioh, defendeu terça-feira em Dakar, um audiovisual público africano francófono forte.
Falando na abertura dum encontro dos directores das televisões públicas da África francófona, Dioh sublinhou que o audiovisual público deve manter um bom lugar numa paisagem mediática africana aberta ao mundo.
"Entramos numa época nova, num novo paradigma, numa nova cartografia dos médias", acrescentou o encarregado do Programa Médias junto da OIF.
Ele alertou para uma dominação, nos confins da República Democrática do Congo, "que é a fronteira natural da Francofonia no hemisfério sul", sob a hegemonia da África do Sul, dos médias anglófonos detentores de meios próximos dos de grandes nações ocidentais.
Na sua opinião, a África francófona, que se encontra entre o Magrebe, que olha para o Médio Oriente, e a África anglófona que observa os países ocidentais, é quase abandonada à sua própria sorte".
"É preciso reagir com toda urgência.
A Francofonia não ignora os ventos contrários que retardam a evolução das televisões públicas africanas mas é capaz de oferecer a sua assistência para que viva em toda parte do continente um audiovisual público forte que, ao exemplo do audiovisual privado, deve inventar um futuro à altura das suas ambições", frisou.
Por seu turno, o director-geral da Radio Televisão Senegalesa (RTS), Babacar Diagne, sublinhou que a regulamentação e o saneamento do espaço audiovisual africano figuram entre os numerosos desafios a que os países africanos fazem face hoje.
"O espaço audiovisual africano registou em apenas alguns anos uma evolução rápida de tal maneira que ameaça hoje escapar a qualquer controlo", advertiu.
Este encontro de dois dias agrupa os directores das televisões públicas africanas francófonas no quadro da Rede do Audiovisual Público da África Francófona (RAPAF).

09 Julho 2008 20:55:00




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