Abuja- Nigéria (PANA) -- A Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) enviou 45 observadores para supervisionar as eleições legislativas deste domingo na Guiné-Bissau, indica um comunicado do agrupamento sub-regional transmitido à PANA.
A nota precisa que a missão é liderada por um dos membros do Conselho dos Sábios da instituição, o Burkinabae Léopold Ouedrago.
Os observadores, entre representantes dos 15 Estados membros, peritos eleitorais civis e delegados dos embaixadores da CEDEAO, foram desdobrados em todas as províncias do país.
Eles são apoiados na sua missão por uma equipa de coordenação de nove membros da Comissão da CEDEAO, que permanecerá na Guiné-Bissau até ao fim das eleições.
Esta equipa, que integra, entre outros, membros da Unidade de Assistência Eleitoral da CEDEAO, é liderada por Ade Adefuye, conselheiro em matéria de democracia e boa governação.
Desde a sua chegada à Guiné-Bissau, os observadores encontraram-se com os líderes dos partidos políticos, com o presidente da Comissão Nacional Eleitoral, Aladji Malan Mané, e com altos funcionários do Bureau das Nações Unidas na Guiné-Bissau (BANUGBIS) dirigido pelo representante especial do Secretário-Geral da ONU, Shola Omoregie.
As eleições na Guiné-Bissau são importantes não somente para o aprofundamento da democracia no país, mas igualmente para consolidar os progressos realizados na região em matéria de paz, estabilidade e boa governação, disseram os observadores.
A missão de observação deverá fazer recomendações para reforçar o processo eleitoral de maneira a aumentar a confiança da população da Guiné-Bissau para acreditar nos princípios e práticas democráticas.
Segundo o comunicado da CEDEAO, a missão de observação tem como mandato ajudar os Estados membros a organizar eleições livres e transparentes.
Por intermédio do Escritório do representante especial do presidente da Comissão da CEDEAO na Guiné-Bissau, a organização sub-regional supervisionou todas as etapas do processo eleitoral, incluindo as inscrições nas listas eleitorais, a preparação e distribuição dos boletins de voto e a compilação e publicação dos resultados.
"Nós esperamos que o país registe um período de estabilidade e paz relativa após estas eleições que oferecerão um quadro para o desenvolvimento sustentável", declarou Adefuye.
Os Bissau-guineenses saíram em massa, domingo de manhã, para eleger os seus 100 deputados à Assembleia Nacional (Parlamento) em todo o país, onde com algumas excepções por falta de material eleitoral, a maioria das assembleias de voto abriram às 7 horas (locais e GMT) como programado.
"Tudo está a decorrer normalmente, com ordem e civismo", declarou à sua saída da cabine de voto, depois de ter cumprido com o seu dever de eleitor na cidade capital, Bissau, Mané, que explicou que as populações começaram a votar com calma em todo o país.
"As Assembleias de voto vão fechar às cinco horas da tarde, mas os que não conseguirem exercer o seu direito cívico poderão sempre fazê- lo, independentemente do seu número", acrescentou, exortando os eleitores a não esperar a tarde para ir votar.
"Eu apelo igualmente para o civismo, pois as populações desejam ardentemente mudança.
Eu próprio, estou impaciente que haja um novo Governo que vai esforçar-se por pagar os salários, restaurar a autoridade do Estado e a ordem constitucional", prosseguiu o presidente da Comissão Nacional Eleitoral.