Obasanjo aprova 0,5 por cento de recursos para orçamento da UA

Addis Abeba- Etiópia (PANA) -- O chefe de Estado nigeriano, Olusegun Obasanjo, novo presidente em exercício da União Africana (UA), declarou quinta-feira em Addis Abeba que a contribuição de 0,5 por cento das receitas líquidas anuais solicitadas a cada um dos 53 membros da União para financiar o seu orçamento lhe parecia susceptível de permitir a realização dos projectos  inscritos no Plano de Acção 2004-2007 da Comissão da UA.
"Se consagrarmos efectivamente cada 0,5 por cento dos nossos recursos anuais ao orçamento da União Africana, estaremos em condições de assegurar o financiamento de todos os nossos projectos", declarou o Presidente Obasanjo, durante uma conferência de imprensa no final da III sessão ordinária da Assembleia Geral da UA cujos trabalhos foram encerrados quinta-feira na capital etíope.
Segundo o novo presidente em exercício da UA, embora a ajuda pública ao desenvolvimento (APD) passe de 16 para 20 biliões de dólares, está longe de cobrir as necessidades dos países africanos em matéria de desenvolvimento estimadas em pelo menos 64 biliões de dólares.
Sublinhou a necessidade dos Estados membros da organização continental fornecerem recursos adicionais à Comissão, sustentando que esses meios poderiam ser mobilizados de múltiplas maneiras.
Isto, prosseguiu, poderá passar pela diminuição das subvenções que a União Europeia cede anualmente aos seus camponeses e pelo perdão de toda ou parte da dívida global de África.
Na opinião do chefe de Estado nigeriano, se os países membros da União Europeia aceitassem reduzir, em apenas 25 por cento, a subvenção diária, estimada em um bilião de dólares, que concedem aos seus camponeses para a darem à África, o continente poderia beneficiar de 90 biliões de recursos suplementares.
Citando o exemplo do seu país, a Nigéria, revelou que este último consagrava anualmente 1,5 bilião a dois biliões de dólares ao pagamento da sua dívida.
"Com este dinheiro, podemos fazer muita coisa, principalmente em matéria de educação e saúde", estimou o novo presidente em exercício da UA.
Considerou todavia que a prioridade das prioridades dos países africanos continuava a segurança e estabilidade.
"Enquanto houver problemas em matéria de paz e segurança em África, teremos muita dificuldade em executarmos os nossos projectos de desenvolvimento", disse o Presidente Obasanjo.

08 Julho 2004 22:38:00




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