ONUSIDA deplora número drámatico de órfãos da sida

Sirtes- Líbia (PANA) -- O ritmo drámatico a que a pandemia do HIV/Sida faz órfãos em África exige dos governos e dos seus parceiros políticas e planos de desenvolvimento para enfrentar esta situação, declarou domingo um responsável da ONUSIDA (Organização das Nações Unidas contra a Sida).
"O número é insólito tanto mais que alguns países registam cerca de dois milhões de vítimas.
É actualmente difícil assistir os seus órfãos", declarou à PANA o coordenador e representante da ONUSIDA junto de organizações regionais africanas, Bunmi Makinwa, à margem da VII sessão do Comité Executivo da União Africana em Sirtes.
"É uma nova dimensão e um novo tipo de órfãos exarcerbado pela estigmatização e pela discriminação", declarou Makinwa, notando que isto terá implicações económicas, culturais e sociais das quais algumas continuam desconhecidas actualmente.
Declarou que a União Africana (UA) identificou a questão dos órfãos da sida como um dos principais problemas na sua nova estratégia sobre o HIV/Sida, insistindo na necessidade de enquadrar a luta no plano nacional para apoiar as iniciativas regionais e continentais.
"A ONUSIDA recomenda aos países a desenvolver políticas e programas e uma nova compreensão da questão e as suas implicações para a sociedade", declarou Makinwa.
Segundo ele, o Programa de Prevenção e de Transmissão Mãe-Criança (PMTCT) está a avançar com uma taxa de sucesso de 40 por cento nalguns países africanos, notando que esta abordagem contribui enormemente para a resolução da crise do HIV/Sida.
De acordo com Makinwa, a nova abordagem denominada "PMTCT Plus" que visa dar um tratamento anti-retroviral ao mesmo tempo à mãe e ao pai é um meio que permite aos parentes permanecer em vida para dar os cuidados necessários às crianças e travar o número crescente de órfãos.
"É necessário acelerar o PMTCT apesar do sucesso que conhece", sublinhou o funcionário onusino.
No quadro desta abordagem, as mães são encorajadas a aleitar as suas crianças porque o leite materno aumenta a imunidade e a possibilidade de sobrevivência do bebé, contrariamente ao que era preconizado às mulheres seropositivas.

04 Julho 2005 12:05:00




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