ONU vai estatuir sobre violação de embargo na Somália

Kampala- Uganda (PANA) -- O Conselho de Segurança da ONU vai consagrar a sua reunião de sexta-feira a quatro países africanos acusados de violar o embargo de armas imposto à Somália, soube-se a PANA quarta-feira de fontes dignas de fé.
Um relatório da ONU a que a PANA teve acesso citou o Djibuti, a Etiópia, a Eritreia, o Egipto, a Líbia, o Uganda, o Iémen, a Arábia Saudita, o Irão e a Síria numa lista de 10 países e organizações que alimentaram o conflito na Somália, apoiando um dos senhores da guerra.
O relatório de 80 páginas sobre a violência neste país do Corno de África indica que a Etiópia, o Uganda e o Iémen enviaram armas e material militar ao Governo de transição do Presidente Abdullahi Yusuf.
Por outro lado, o relatório acrescenta que a Eritreia, o Djibuti, o Egipto, a Líbia, o Irão, a Arábia Saudita e a Síria apoiaram o campo oposto da União dos Tribunais Islamistas.
O relatório precisa que a situação é complicada visto que o Uganda, a Etiópia, a Eritreia e o Djibuti são membros da Autoridade Intergovernamental sobre o Desenvolvimento (IGAD) que ofereceu os seus bons ofícios e facilitou a formação do Governo de transição.
O documento indica que as armas entregues às duas partes consistem em "restos habituais da época da Guerra Fria que caracterizam o arsenal somalí, essencialmente metralhadoras, fuzis, granadas, minas e armas do Bloco do Leste e os fuzis são instalados nas carrinhas ou nos camiões que foram igualmente enviados".
Aviões cargueiros e pequenas aeronaves entregaram clandestinamente armas e outras formas de apoio militar de diferentes Estados, redes de venda de armas e outras quase diariamente, acrescenta o relatório.
Entretanto, o Uganda negou ter fornecido armas, afirmando apenas ter enviado soldados em missão de manutenção da paz.
O ministro da Segurança, Amama Mababzi, confirmou quarta-feira que o Uganda tem tropas desdobradas em Baidoa para formar a Polícia somalí e os combatentes fiéis ao Governo de transição, atacados por todas as partes.
"Um contingente formado pelas nossas tropas encontra-se na Somália, unicamente para formar os soldados e proteger o Governo de transição em Baidoa" assegurou Mbabazi em entrevista com o diário local "Daily Monitor".
"Trabalhamos para a IGAD.
Encontramos os mesmos desafios.
Quando a IGAD tomou a decisão de agir, confiou-nos a tarefa de proteger o Governo de transição e assegurar a formação das suas forças de segurança.
O bom senso exigia que cooperássemos", sublinhou Mbabazi.

16 Novembro 2006 11:42:00




xhtml CSS