ONU e UA lançam apelo para escrutínio pacífico no Quénia

Addis Abeba, Etiópia (PANA) - O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, e o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, lançaram um apelo para um novo escrutínio presidencial pacífico no Quénia, que a principal formação política da oposição, a NASA, ameaça boicotar.

Num comunicado divulgado conjuntamente, segunda-feira, Guterres e Mahamad declaram que as suas organizações respetivas estão a acompanhar de perto os desenvolvimentos da situação no Quénia, a respeito das próximas eleições presidenciais.

Os dois homens exortaram, além disso, todos os atores da cena política queniana, os partidos políticos e os seus militantes, a criar as condições para a organização de eleições pacíficas e a trabalhar para evitar qualquer ato de violência.

"É importante para todas as partes interessadas trabalhar arduamente para a preservação da estabilidade e da paz no país", acrescenta o comunicado.

Por seu turno, as forças de segurança quenianas foram convidadas a fazer prova de contenção e uso de força mínima na cumprimento dos seus deveres, preservando a liberdade e as liberdades políticas dos cidadãos quenianos.

A principal formação política da oposição queniana, NASA (Super Aliança Nacional), recusou-se a participar nestas eleições, alegando que os seus esforços para iniciar reformas antes da votação foram ignorados e negligenciados pela Comissão Eleitoral.

O Tribunal Supremo Queniano anulou as eleições presidenciais de 1 de setembro passado, por violação da Constituição e das leis eleitorais do país, e ordenou a organização dum novo escrutínio em 60 dias, ou seja, o mais tardar até 01 de novembro.

Lembrando o veredito do Tribunal Supremo, a UA e a ONU exprimiram os seus engajamentos para assistir o Quénia a manter um processo eleitoral transparente e credível.

Este posicionamento das Nações Unidas e dos responsáveis da UA surge precisamente um dia depois que o Papa Francisco lançou um apelo a favor "dum diálogo construtivo" no Quénia.

A NASA de Raila Odinga organiza, há cinco semanas, manifestações nas principais cidades do país, exigindo reformas mínimas para que o novo escrutínio seja transparente.

No entender da ONU e da UA, todas as partes em liça no Quénia devem apoiar o processo constitucional e tanto o chefe da oposição, Raila Odinga, como o Presidente cessante, Uhuru Kenyatta, e todas as partes interessadas devem cooperar com a Comissão Eleitoral,  enquanto órgão mandatado pela Constituição para conduzir as eleições.

Enquanto isso, a oposição continuou a apelar para manifestações de rua terça e quinta-feiras, e prometeu manifestações de grande envergadura no dia do escrutínio.

-0- PANA AO/MA/BAD/BEH/JSG/MAR/IZ 23out2017

23 Outubro 2017 20:34:33




xhtml CSS