ONU defende maior presença em Darfur

Nairobi-Quénia (PANA) -- O presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Jan Eliasson, declarou quinta-feira em Nairobi que a organização mundial deve reforçar a sua presença humanitária em Darfur para pôr termo ao massacre nesta província ocidental do Sudão.
"É importante reforçar a presença dos trabalhadores humanitários onde não há soldados.
Estas matanças devem cessar ", declarou o responsável onusino durante uma entrevista à imprensa no termo de dois dias de visita à capital queniana.
"O pessoal da ONU está presente em Darfur mas o governo sudanês se opôs energicamente ao desdobramento duma força de segurança onusina nesta vasta província, alegando que os soldados de manutenção da paz da União Africana fazem um bom trabalho", sublinhou o diplomata sueco.
Todavia, os soldados estão confrontados com problemas financeiros e logísticos apesar do prolongamento do seu mandato até Setembro próximo pelo Conselho de Segurança da ONU.
"Estas questões estão no centro das discussões do Conselho de Segurança da ONU e acompanhamos a evolução das negocições de paz em Abuja (Nigéria) retendo o nosso fôlego", declarou Eliasson.
O ex-Secretário-Geral adjunto das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários declarou que as propostas visando harmonizar as relações de trabalho entre a Assembleia Geral da ONU e o Conselho de Segurança sobre a crise de Darfur foram acompanhadas.
Eliasson, que se abordou com o Presidente queniano Mwai Kibaki os conflitos sudanês e queniano, notou que a ONU ganharia a minimizar a utilização do veto e a buscar o consenso sobre questões sensíveis.
"O veto constitui uma realidade, mas como presidente da Assembleia Geral da ONU estou interessado em ouvir o ponto de vista desta instância.
As nossas deslocações às zonas de conflito foram ameaçadas pela utilização do veto", declarou o responsável onusino, acrescentando "que um sistema onusino eficaz será do interesse de todos os Estados membros".

05 Maio 2006 10:14:00




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