ONU condena assassinato de religiosa italiana em Mogadíscio

Nairobi- Quénia (PANA) -- O representante especial do Secretário-Geral da ONU na Somália, o guineense Francois Lonséni Fall, condenou o assassinato domingo duma religiosa católica italiana no norte de Mogadíscio, a capital somalí, soube-se de fonte segura.
A irmã Leonella Sgorbati, 66 anos de idade, e o seu guarda foram atingidos por uma rajada na capital somaliana, de acordo com a fonte.
As razões oficiais deste ataque não foram determinadas mas vários observadores ligaram o incidente às declarações feitas a 15 de Setembro pelo papa Bento XVI, relacionando o Islão com a violência.
Estas declarações causaram a raiva e a indignação de todos os muçulmanos de vários países do mundo, levando o sumo pontífice a “lamentar” que as suas declarações não fossem compreendidas e, sobetudo, que tenham causadas uma onde de protestos.
Num comunicado divulgado segunda-feira em Mogadíscio, Fall pede a detenção imediata dos assassinos da religiosa italiana que vivia desde 2002 na Somália onde formava enfermeiras do hospital dum centro pré-escolar.
Informações dadas pela imprensa somalí indica que, no quadro deste ataque, dois suspeitos tinham sido detidos pelos milicianos islamistas que controlam Mogadíscio.
"É inaceitável matar civis inocentes", indignou-se o diplomata onusino, sublinhando que a “Irmã Leonella Sgorbati trabalhou na África Oriental durante 38 anos.
"Ajudou muito na satisfação das necessidades da população, particularmente das crianças da capital somalí", indicou Fall.

18 Setembro 2006 18:44:00




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