Luanda- Angola (PANA) -- O enviado especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para o HIV/Sida em África, Stephen Lewis, disse que a baixa prevalência de cinco por cento da pandemia em Angola permite ao governo controlar a sua expansão, mas alertou que o momento é perigoso porque será difícil controlar a doença caso a taxa ultrapasse a cifra actual.
"No que diz respeito à sida, Angola é uma excepção na África Austral e Central, regiões em que a doença devasta quase sociedades inteiras", afirmou Stephen Lewis, que falava segunda- feira em conferência de imprensa em Luanda.
O enviado de Kofi Annan precisou que caso a taxa de prevalência da sida ultrapasse cinco por cento será difícil controlá-la e as consequências para o país poderão ser devastadoras.
"Para Angola este é o momento da verdade porque o Secretário- Geral da ONU garantiu o seu apoio ao país no combate a doença por este país poder ser um modelo na região Austral de África", sublinhou.
Stephen Lewis, em Angola desde domingo último para recolher informações sobre a situação da sida no país, deverá encontrar-se com membros do governo e visitar estabelecimentos hospitalares.
O enviado do Secretário-Geral da ONU prevê também visitar a província do Cunene (sul) para constatar a situação no local e o grau de vulnerabilidade das mulheres e dos órfãos.
Na segunda-feira, Stephen Lewis encontrou-se com pessoas portadoras do HIV/Sida e com trabalhadores de Organizações não Governamentais que se dedicam à luta contra a pandemia.