ONG quer ajudar juventude africana a dominar TIC

Rabat, Marrocos (PANA) – África só pode  enfrentar o desafio do seu desenvolvimento se a sua juventude adquirir as competências indispensáveis em matéria de inovação e de domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), afirmou esta quarta-feira em Rabat o co-fundador da Organização não Governamental Coders4Africa, Almoustapha Cissé.

« Nenhum país do mundo se desenvolveu sem o domínio da tecnologia e da inovação. Para nós, esta questão é um desefafio essencial para o continente africano. Enquanto Africanos da diáspora, nós queremos dar uma contribuição essencial para a formação da juventude do continente em TIC », declarou o responsável desta ONG à PANA.

Falando à margem do fórum de concertação com os jovens iniciado esta quarta-feira em Rabat, ele sublinhou as potencialidades de desenvolvimento das TIC em África, apelando aos decisores do continente para delas se consciencializar.

« As margens de progressão em matéria de TIC e de telefonia móvel não se encontram nem na Índia, nem na China muito menos no Brasil. Elas estão em África e as multinacionais ocidentais compreenderam-no. A sua visão está hoje virada para África », afirmou Cissé.

« É preciso que nós Africanos aproveitemos esta oportunidade. É uma aposta que a nossa ONG (sediada nos Estados Unidos) quer ajudar o continente a não falhar”, prosseguiu o responsável da Coders4Africa.

Ele sublinhou as possibilidades para África de desenvolver fortemente as TIC nos setores da medicina de ponta, da gestão da administração, dos pagamentos das faturas e das aplicações à telefonia móvel.

« Alguns destes terrenos são totalmente virgens. África deve desenvolvê-los e, para isso,  precisamos de recensear as aplicações, encontrar os informáticos capazes de os  executar.
A nossa ONG trabalha para isso visto que a juventude do continente deve ter um papel chave nesta fase crucial”, acrescentou Cissé.

O fórum de concertação com a juventude africana é organizado por iniciativa da Associação para o Desenvolvimento da Educação em África (ADEA) e da Organização Islâmica para a Educação, Ciência e Cultura (ISESCO).

Durante os três dias de trabalhos, os participantes vão discutir com os jovens sobre as necessidades de formação e a sua opinião relativa às diferentes problemáticas da educação em África.

As principais conclusões deste fórum servirão para enriquecer os debates da Trienal da ADEA prevista para o início do próximo ano em Ouagadougou, a capital do Burkina Faso.

-0- PANA SEI/AAS/IBA/FK/IZ 19out2011

20 Outubro 2011 08:08:31


xhtml CSS