ONG queniana exige libertação de preso em Darfur

Nairobi- Quénia (PANA) -- A organização não governamental queniana "Refugee Consortium Kenya (RCK") exigiu a libertação incondicional de Saleh Suleiman Adam, detido desde os ataques violentos de Outubro passado de uma escolta humanitária na conturbada província oeste- sudanesa de Darfur.
Citando a Amnistia Internacional-Quénia, a RCK baseada em Nairobi declarou que 11 dos 12 homens detidos depois dos ataques em Tawila, uma cidade do norte de Darfur, e dos quais dois foram mortos, foram soltos da prisão em Novembro passado.
A organização indica num comunicado que Adam, o 12º suspeito, continua preso na cadeia de Shalla, em al-Fasher, e está exposto a torturas e outros maus tratos.
Embora já tenha conseguido encontrar-se com o seu advogado, Adam continua detido sem nenhuma acusação contra ele, acrescentou a nota da RCK.
"Actos de torturas são muito frequentes em casos que envolvem os presos suspeitos de terem ligações com os grupos armados da oposição", acusou a ONG, notando que os delegados da Amnistia Internacional que visitaram al-Fasher em 2004 foram informados de casos de detidos hospitalizados depois "de pancadas extremamente graves" nas mãos dos serviços de segurança.
Numa petição cuja cópia foi entregue ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana, a RCK mostrou-se preocupada pela segurança de Adam e solicitou a garantia das autoridades sudanesas de que o preso não será torturado ou mal-tratado na prisão.
"Apelamos para que o governo respeite os seus compromissos nos termos do artigo 9 da Convenção Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (ICCPR) e decidir entre acusar-lhe de crimes reconhecíveis para o levar à Justiça e obter um julgamento justo ou libertá-lo imediatamente", destaca o comunicado.
Apelou também para a intervenção da Alta Comissão de Paz e Segurança da UA para os Direitos Humanos a favor da libertação de Adam e do fim das torturas na prisão.

07 Fevereiro 2005 21:16:00




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