ONG advoga em Quioto acesso dos Africanos à água potável

Paris- França (PANA) -- Sem o acesso das mulheres africanas à água, há poucas hipóteses de se melhorar o rumo de toda comunidade deste continente, estimou segunda-feira em Quioto, Richard Jolly, presidente da Conselho de concertação para o abastecimento de água e saneamento básico.
Numa entrevista concedida à PANA a margem do 3º Fórum mundial de água, Jolly declarou que "tínhamos dúvidas sobre a imperiosa necessidade de favorecermos o acesso das Africanas a uma água sã e potável, para o bem de todos.
Exortamos ainda hoje os Estados a favorecerem este acesso".
Afirmou ainda ter encontrado, no Sudão e no Uganda, mulheres dispostas a cuidarem dos fontanários.
"Isto prova que estas mulheres estão, nestes dois Estados como noutras regiões do continente, interessadas na água potável.
Pensamos que ajudá-las neste sentido é uma forma de justiça.
Procedendo assim, poderemos melhorar a saúde das crianças que jamais serão contaminadas pelas doenças ligadas a má qualidade de água", advogou o presidente da ONG "WWSS".
Assim sendo, pediu à reunião dos ministros encarregues pela água, prevista para 22 a 23 de Março em Quioto, para indicarem claramente, na sua declaração final, que o acesso das mulheres à água em todas as regiões do mundo, em particular em África, é uma prioridade estatal.
"Consideramos que este acesso é uma obra social a favor das mulheres.
Trata-se antes de tudo de uma estratégia que possa garantir uma boa eficácia em todos outros projectos.
Não esqueçamos que a mulher, esteja onde for, desempenha um papel importante na sociedade africana", acrescentou Jolly.
O desejo de Jolly, que manifestou o seu optimismo quanto a uma melhoria notável do acesso das mulheres africanas a uma água sã e potável, é que as situações de conflitos não comprometam os progressos registados neste sector.
"Temos sorte para contornarmos este desafio, darmos a estas mães corajosas a água de que elas e as suas crianças necessitam.
Para tal, devemos adoptar uma parceria mundial que suavize a dívida dos Estados africanos, garanta às suas matérias primas um preço de compra justo e que incremente a ajuda externa.
Os progressos são possíveis, desde que se envolva com seriedade e que se ponha fim a todos os conflitos", concluiu Richard Jolly.
Aberto domingo na cidade japonesa de Quito, o 3º Fórum mundial da água vai até 23 de Março.
O primeiro fórum realizou-se em Marraquexe (Marrocos) em 1997 ao passo que o segundo foi em Haia (Países Baixos) em 2000.

17 Março 2003 16:34:00


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