OMS declara fim de epidemia de febre de Ébola na Guiné Conakry

Conakry , Guiné-Conakry (PANA) – O vírus da doença hemorrágica de Ébola foi erradicada na Guiné Conakry, dois anos após a descoberta da doença que fez dois mil e 530 mortos neste país, anunciou terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com o representante da OMS na Guiné Conakry, Mohamed Belachine, estão previstas manifestações de alegria em várias localidades do país mas será observado um período de controlo reforçado de 90 dias com vista a identificar novos casos.

O responsável considera indispensável este período de observação pois « o vírus é muito pavoroso », frisando que o último caso de pessoa que sofreu desta doença foi registado há 42 dias, período de incubação, no Centro de Tratamento de Nongo, nos arredores norte da capital.

Por sua vez, o responsábel da Célula de Coordenação Nacional da Luta contra o Ébola, Sakoba Kéita, indicou que a campanha de imunização contra a febre de Ébola continuará em janeiro próximo, informando que apenas sete mil pessoas aceitaram imunizar-se.

Em julho último, a OMS anunciou a disponibilidade duma vacina contra o vírus de Ébola, denominada VSV-EBOV, cuja eficácia e inocuidade, para a dose única, foram avaliadas em março último nas comunidades afetadas.

Desde então, mais de quatro mil contactos próximos de quase 100 pacientes afetados, incluindo membros da família, vizinhos e colegas, participaram voluntariamente no ensaio realizado por um grupo de peritos do Canadá, dos Estados Unidos, de França, da Guiné Conakry.

Também participaram nesta operação peritos da Noruega, do Reino Unido, da Suíça e da OMS, bem como da Universidade de Berne (Suíça), da Flórida, da escola London School of Hygiene and Tropical Medicine, da Saúde Pública da Inglaterra e dos laboratórios móveis europeus .

As estatísticas fornecidas pelos serviços sanitários precisam que a doença matou igualmente  116 agentes e auxiliares de saúde, enquanto mil 268 pessoas sobreviveram à doença cujo primeiro caso foi descoberto em Macenta, na província meridional do país, a cerca de 900 quilómetros da capital.

O chefe de Estado guineense, Alpha Condé, repete, várias vezes, que a epidemia da febre de Ébola servirá de pretexto ao Governo para renovar as estruturas sanitárias a fim de que elas respondam às normas requeridas para criar centros de saúde eficazes em diversas localidades do país, com vista a prevenir doenças tropicais e infeciosas.

Investidores deixaram a Guiné Conakry, desde a declaração dos primeiros casos da doença, provocando assim o encerramento em série de várias estruturas, cujos trabalhadores caíram no desemprego.

-0- PANA AC/IS/IBA/FK/DD 30 dez2015

30 Dezembro 2015 16:31:04


xhtml CSS