O Senegal vai tomar o comando da força da CEDEAO

Lagos- Nigeria (PANA) -- o Senegal aceitou contribuir com mais homens para a força de interposição da CEDEAO para a Côte d'ivoire e assegurar o se camando, anunciou Mohammed Ibn Chambas, secretário executivo da Organização oeste-africana.
Conversando com uma delegação americana em visita segunda-feira no secretariado da CEDEAO em Abuja, sob condução da secretária interina da Defesa, Theresa Williams, Ibn Chambas realçou que o presidente senegalês Abdoulawe Wade assumiu este compromisso durante uma recente reunião havida entre os dois.
Chambas disse que o Senegal reforçará a sua contribuição de 250 soldados à um batalhão, ou seja pelo menos 650 homens.
Um grupo de 24 oficiais de cinco países, que aceitaram destacar tropas para lá, chegou à Côte d'Ivoire para preparar a logística desta força cuja a ausência do comando e a insuficiência retardaram o seu destacamento.
Dos 1500 soldados previstos, estão disponíveis 1365 fornecidos por cinco países, nomeadamente o Benim e Togo, com 300 cada, Gana, 265, Senegal e Níger, 250 cada.
Mas com o novo compromisso do Senegal, a CEDEAO deverá destacar 1264 soldados na Côte d'ivoire até final deste mês, para substituir as forças francesas que supervisionam a aplicação do cessar-fogo de 17 de Outubro entre as forças governamentais e soldados os rebeldes.
Estes últimos rebelaram-se, a 19 de Setembro, para se opor ao projeto do governo de os desmobilizar, e ocupam já metade do país.
Contudo, a Nigéria, que inicialmente recusou-se a contribuir para esta força, aceitou enviar um contingente médico e de transmissão para participar desta missão.
Chambas revelou que o comando euro-americano ia fornecer quatro aparelhos para o transporte aéreo dos soldados na Côte d'ivoire, e que os Estados-Unidos haviam aceite aumentar a assitência à missão de dois para três milhões de dólares .
A França, a Grã-Bretanha, a Alemanha, os Países-Bascos e o Canadá, entre outros, também aceitaram apoiar a força da CEDEAO.
O secretário geral da CEDEAO também informou a delegaçao americana sobre as negociações de Lomé, no TOGO, entre o governo ivoirense e os rebeldes, frisando que a CEDEAO esperava uma resposta dos rebeldes à sua proposta de resolver os problemas políticos prementes.
Durante as negociações, as duas partes entenderam-se sobre as questões militares, tendo o governo aceite amnistiar os 715 soldados rebeldes envolvidos na rebelião e reitengrá-los no exército.
As duas partes não chegaram a um acordo sobre a demissão do presidente Laurent Gbagbo para permitir a realização de eleições anticipadas, bem como sobre o pedido do Gbagbo que os rebeldes sejam desarmados antes da assinatura de um acordo de paz.

02 Dezembro 2002 19:06:00


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