Novo Presidente francês encontra dossier Darfur acima de sua

secretária Paris- França (PANA) -- O Presidente francês que for eleito domingo no termo da segunda volta, entre a candidata socialista Ségolène Royal e o presidente da União para a Maioria (UMP) Nicolas Sarkozy, encontrará acima da sua secretária a crise de Darfur, região ocidental do Sudão confrontada com uma grave crise militar e humanitária desde Fevereiro de 2003, soube a PANA quarta-feira em Paris de fonte associativa.
"Sarkozy e Royal assumiram, ao nosso pedido, um compromisso a favor das populações de Darfur.
Esperamos que honrem o seu compromisso", declarou Jean-Marc Tyberg, vice-presidente da Urgence Darfour (um agrupamento de várias Organizações Não Governamentais (ONG) francesas).
Afirmou igualmente que os dois "finalistas" da segunda volta das presidenciais tiveram uma mesma opinião sobre, entre outras acções, uma intervenção militar internacional sem o acordo prévio do Governo sudanês.
"Os dois tomaram a firme decisão de dar o apoio de França à criação dos corredores humanitários protegidos para que as ONG possam levar assistência às populações civis hoje reféns das milícias Djandjawids (pró-governamentais)", disse Tyverg, evocando a urgência duma acção em Darfur.
"Ouvimos que é necessário boicotar os Jogos Olímpicos (JO) para levar a China a cessar o seu apoio ao governo sudanês e aceitar uma intervenção humanitária em Darfur.
Os JO estão previstas para 2008.
Este agenda não nós convém porque não se pode ainda esperar um ano", frisou.
Estimou que o proximo Presidente de França deve convencer a Europa "a actuar sem tardar para bloquear o pior genocídio do século XXI".
"Compete à Europa actuar em conformidade com os seus compromissos internacionais para proteger os civis de Darfur.
São cometidos diariamente violações, incêndios de aldeias e raptos.
São crimes de guerra que devemos interromper", prosseguiu o vice-presidente da Urgence Darfour.
Evocando a presença da Força de Paz da União Africana (UA), ele deplorou a inadequação do seu mandato e reclamou "a aplicação integral" da resolução 1706 do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas.
Para Tyverg, trata-se dum mandato de observação e não de protecção por não ser adaptado nem eficaz.
"Mais de 40 mil pessoas já morreram desde Fevereiro de 2003 em Darfur, perto de três milhões de outras são refugiados no Tchad, na República Centro-Africana ou em regiões do Sudão.
Não podemos dizer que não se sabia.
Por isso, o novo Presidente francês deve implicar- se sem reserva França para que cesse a não assistência a populações civis em perigo", conclui.

02 Maio 2007 20:36:00




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