Novo Presidente em exercício da UA advoga reformas no seio de organização

Addis-Abeba, Etiópia (PANA) – O primeiro-ministo etíope, Hailemariam Desalegn, eleito  domingo Presidente em exercício da União Africana (UA), prometeu trabalhar a favor da execução de diferentes projetos, dos quais reformas internas no seio da organização.

Sucessor de Thomas Yayi Boni (chefe do Estado do Benin), Desalegn prometeu dar prioridade à implementação dos projetos da UA para incentivar a agricultura e a industrialização do continente.

"Sem sombra de dúvida, África deve manter o ritmo atual de crescimento alcançado durante a década passada. Isto só é possível se as mudanças estruturais forem bem-sucedidas", disse o primeiro-ministro etíope.

Ele expôs o essencial do seu programa, advogando uma planificação efetiva de África no tocante à elaboração duma nova série de objetivos a expor às Nações Unidas relativamente à luta contra a pobreza.

O primeiro-ministro etíope lamentou o facto de que África permanece "atrasada" na realização de grandes objetivos de desenvolvimento.

Ele afirmou que a Cimeira devia perspetivar a criação dum grupo de chefes de Estado, sob a direção da Presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, para levar uma campanha a favor dos interesses do continente com vista à elaboração de novos planos de crescimento.

Hailemariam disse que a Etiópia se juntou à campanha mundial para supervisionar o recrutamento de mais de um miilhão de agentes de saúde comunitária.

Acrescentou que a campanha, lançada na semana passada em Davos, na Suíça, vai acelerar a realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) em África.

"Só poderemos libertar o potencial de África para o desenvolvimento e a prosperidade das nossas populações, se prevalecerem uma paz e uma estabilidade duradouras no nosso continente", disse.

Ele indicou que a emergência de graves conflitos em algumas partes de África constitui um recuo que necessita de medidas urgentes para os remediar.

Tomando a palavra antes de entregar ao seu sucessor o testemunho da organização pan-africana, composta por 54 países membros, o Presidente cessante Yayi Boni lamentou a ausência de estruturas efetivas para as atividades do escritório do Presidente em exercício desta instituição.

Ele advogou igualmente a formação duma comissão de alto nível de peritos para revisar a configuração da UA, sublinhando assim a necessidade de reformas para fazer dela uma organização mais forte e capaz de resolver conflitos.

-0- PANA    AO/VAO/ASA/TBM/IBA/CJB/DD    28jan2013

28 Janeiro 2013 10:05:08




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