Niger chamado a alocar mais fundos à saúde e ao ensino

Niamey- Níger (PANA) -- Um fórum sobre o controlo do crescimento demográfico e a saúde reprodutiva no Níger recomendou ao governo deste país para elevar para 15 por cento o orçamento alocado à saúde e à população e regular os ensinos religiosos para um melhor controlo da qualidade dos seus conteúdos educativos.
O fórum de três dias realizado em Niamey discutiu sobre temas ligados ao controlo do crescimento demográfico, à saúde reprodutiva, ao estatuto jurídico da mulher e ao género.
Quanto à melhoria do estatuto jurídico da mulher, os patticipantes no encontro recomendaram ao governo para envolver ainda mais mulheres nas estruturas de gestão local, exortando o Estado a dar muito mais lugares às mulheres na vida política, parapública e privada.
O encontro pediu igualmente aos parlamentares para diligenciarem o exame e a adopção dos textos relativos ao género.
Pediram também aos parceiros técnicos e financeiros para apoiarem os esforços do governo na implementação da sua estratégia de redução da pobreza e da sua declaração geral da política de população, bem como do roteiro nacional a fim de acelerar a redução da mortalidade materno-neonatal.
O fórum solicitou aos líderes de opiniões para se empenharem nas acções do Estado com vista à aplicação da política nacional do género.
Quanto aos sobas e líderes muçulmanos, o encontro pediu-lhes para participarem activamente na mobilização social no quadro das campanhas de informação, educação e comunicaçao sobre questões do género.
Os problemas da população e as suas incidências sobre estratégias e programas de desenvolvimento constituem, de maneira permanente para o Níger, uma preocupação maior, indica-se de fonte oficial.
Estimada em 11 milhões e 60 mil e 291 habitantes, segundo o último recenseamento de 2001, a população nigerina caracteriza-se por uma forte taxa de crescimento (3,3 por cento) por ano, por uma fecundidade precoce e tardia (cerca de sete filhos por mulher), por uma população muito jovem (48,4 por cento da população têm menos de 15 anos) e por uma insegurança alimentar quase endémica que afectou em 2005 mais de três milhões e 500 mil pessoas.
O governo nigerino comprometeu-se a baixar de 2,5 por cento a taxa de crescimento demográfico do país nos próximos 10 anos.

04 Março 2008 21:32:00


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