Koufra- Líbia (PANA) -- As negociações prosseguem no início da tarde com os dois piratas aéreos que continuam a tomar como reféns seis membros da tripulação do Boeing sudanês desviado na Líbia terça-feira à noite, anunciou quarta-feira o secretário do Comité Popular do Escritório Líbio da Aviação Civil, Mohamed Chleibek.
Em declaração à imprensa Chleibek frisou que os piratas aéreos libertaram quarta-feira de manhã os 95 passageiros do avião, bem como duas aeromoças, após negociações com as autoridades líbias.
Entre os passageiros libertados figuram cinco estrangeiros, dos quais dois egípcios, oficiais da Polícia, que fazem parte das forças híbridas União Africana/Nações Unidas de Manutenção da Paz em Darfur (oeste do Sudão), um cidadão ugandês e dois etíopes, segundo o responsável líbio.
Cleibekh indicou que o conselheiro sudanês para os Assuntos Tribais junto da Autoridade Interina em Darfur, Yaacoub Al-Malek Mohamed Al- Maelk, se juntou às discussões levadas a cabo pelo Escritório Líbio da Aviação Civil, após ter sido liberto com vários outros responsáveis sudaneses que estavam a bordo do avião desviado.
"Estas discussões realizam-se por intermédio do comandante de bordo, mas os piratas intervêm directamente de vez em quando", precisou o responsável líbio, acrescentando que as negociações prosseguem com vista a levá-los a soltarem os membros da tripulação e a renderem-se às autoridades líbias.
Mas os piratas aopõem-se categoricamente a esta proposta reclamando pelo abastecimento de querosene do avião para se deslocar a Paris, em França.
Eles afirmam ser membros do grupo rebelde de Darfur de Mohammed Nur exilado em França.
O Boeing de tipo 737/200 sudanês foi desviado em Koufra, um oásis líbio situado no extremo sudeste do país, na fronteira com o Sudão, um pouco depois de ter descolado de Niala com destino a Cartum, a capital sudanesa.