Negociações de paz sobre Casamance na França

Paris- França (PANA) -- O ex-ministro senegalês das pesquisas científicas e ténicas, Balla Moussa Daffé, e o secretário geral do Movimento das forças democráticas de Casamance (MFDC), Jean- Marie Biagui, vão discutir sexta-feira, em Paris, as condições de retomada do diálogo entre Dakar e a Rebelião de Casamance, soube-se de fonte fidedigna na capital francesa.
"Tenho a intenção de me encontrar com Biagui que aparenta ser um responsável moderado.
Vou encorajá-lo a tomar o caminho das negociações com o poder senegalês, começando primeiro pela unidade de toda rebelião.
Que possa organizar a sua representação à mesa das negociações", confirmou a PANA Balla Moussa Daffé, administrador da comuna de Sedhiou, em Casamance.
Segundo o ex-ministro senegalês, a maioria dos elementos do MFDC, que encontrou durante a sua estadia na capital francesa, deram prova de abertura quanto a retomada das discussões que podem aproveitar a ocasião da "nova consciencia" criada pelo naufrágio de "Joola", ocorrido na noite de 26 a 27 de Setembro.
"Sou actualmente portador de uma messagem de Kourouma Sané ao governo do Senegal.
Penso poder obter a mesma confiança de Jean- Marie Biagui a quem explicarei que se o MPDC impõe condições para a retomada das negociações, mais vale que sejam conhecidas e examinadas", disse.
Um colóquio sobre paz em Casamance será organizado de 28 de Janeiro a 2 de fevereiro de 2003 em Sedhiou, na presença do abade Augustin Diamacoune Senghor e Sidi Badji, revelou Moussa Daffé, que quer aproveitar este encontro para contornar a disputa de liderança interna no MFDC.
As próxima eleições, sugeriu, poderão se realizar em Sedhiou e não mais em Bissau, onde persiste uma instabilidade governamental.
"As autoridades gambianas, paricularmente o presidente Yahya Jammeh, e o seu ministro dos Negócios estrangeiros, comprometeram-se em manter o diálogoi entre a MFDC e o governo.
Não tinham contudo compreendido a decisão da escolha de Bissau em vez de Banjul.
Organizando as discussões em Sedhiou, vamos pôr todo mundo de acordo", advogou.
O antigo ministro alertou aos elementos da rebelião, que possam ser tentados a retardar a retomada das negociações, que poderão ser excluidos pura e simplesmente do processo, que prosseguirá com os eleitos e os quadros de Casamance.
"Se todas as facções não quizerem dialogar, tomaremos o seu lugar, na qualidade de eleitos, para discutirmos com o governo em nome das populações casamances que aspiram a paz.
A nossa intenção é chegar a um acordo de paz global e definitivo até 4 de Abril 2003, dia nacional do Senegal", concluiu Balla Moussa Daffé.

28 Novembro 2002 17:37:00


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