Mulhres burundesas querem mais poder no país

Bujumbura- Burundi (PANA) -- "O Burundi estaria dirigido melhor se as mulheres fossem representadas em 80 por cento no seio do governo e em diferentes outras instituições estatais no país", afirmou quinra-feira a ministra burundesa da Justiça, Clotilde Niragira.
"Já constámos que a mulher se desenrasca muito.
As mulheres representam 30 por cento na Assembleia Nacional, 34 por cento no Senado e 23 por cento na Administração territorial desde a recente promulgação duma nova constituição pós-transição", indicou Clotilde em conferência de imprensa.
Vamos continuar o combate, prosseguiu a maior activista dos direitos femininos no Burundi, até que a justiça seja inteiramente estabelecida a favor desta categoria social maioritária no país.
Ela revelou que uma nova legislação está na forja com o objectivo de desencorajar os abusos contra as mulheres.
"Novas disposições do Código Penal revisado vão endurecer as sancções contra o adultério, as violaçóes físicas e sexuais, o assédio sexual e o atentado, práticas cada vez mais frequentes no Burundi", frisou a ministra da Justiça, anunciando por outro lado que o governo burundês vai lançar um debate popular sobre o direito da mulher à herança.

08 Março 2007 19:39:00




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