Mulheres congolesas denunciam a misoginia dos homens

Kinshasa- RD Congo (PANA) -- A organização congolesa "Dinâmica das Mulheres Políticas (DYNAFEP) denunciou a "misoginia" da classe política masculina, na RD Congo, na atribuição dos postos de responsabilidade ao nível das instituições de transição, ao lhes reservar apenas oito por cento dos lugares.
Segundo constatação da DYNAFEP, dos 79 postos já providos apenas sete são preenchidos por mulheres sendo seis no governo e uma na Assembleia nacional, ao passo que ao nível do Senado são duas mulheres sobre 125 membros.
Num relatório elaborado com o concurso financeiro da Fundação alemã Konrad Adenauer(FKA), as Mulheres Políticas não apresentam o número exacto das mulheres na Assembleia nacional pelo facto de os postos não estarem ainda preenchidos integralmente, mas prevêem uma proporção femina baixa.
Elas reclamam também um reajustamento desta desproporção pela concessão às mulheres dos postos ainda não providos e aos quais se candidataram.
Entre os postos visados constam dois de primeiro e terceiro vice- presidente da Asembleia nacional, e dois de segundo e terceiro vice-presidente do senado.
A DYNAFEP recorda que as mulheres representam 52 por cento da população total na RDC e que são as principais vítimas de cinco anos de guerra, violadas, contaminadas, mortas e enterradas às vezes vivas.
DYNAFEP é uma organização não governamental congolesa que agrupa mulheres lideres políticas da RD Congo.

01 Agosto 2003 20:13:00




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