Mulheres africanas saudam UA pelas suas largas consultas sobre futuro do continente

Addis-Abeba, Etiópia (PANA) – As mulheres parceiras do pan-africanismo e do renascimento do continente africano felicitaram a União Africana (UA) pela sua iniciativa de consulta de todos os países membros, das comunidades económicas regionais e de todas as camadas da sociedade para implementar a Agenda 2063 à escala do continente.

A Agenda 2063 visa permitir à África assumir o seu próprio destino e catapultar-se para um futuro próspero e pacífico.

No termo da sua conferência consultiva, ocorrida segunda e terça-feiras, as representantes das mulheres através do continente e da diáspora adotaram uma declaração iem que expressam a sua determinação a fazer com que as vozes femininas de todos os horizontes e de todas as gerações sejam ouvidas na elaboração da Agenda 2063.

A conferência foi organizada pela Comissão da UA, em parceria com a Comissão Económica para a África (CEA) e ONU Mulheres, em estreita colaboração com o Global Power Network, o Programa das Nações Unidas sobre o HIV /SIDA (ONUSIDA) e o Premio Africano de Género (GIMAC).

Na sua declaração, as participantes na conferência reconheceram o papel precursor da organização feminina pan-africana considerandoo que ela jlançou bases da emergência , nestas últimas cinco décadas, das organizações e redes femininas em África.

"Ao celebrarmos o 50º aniversário da OUA (Organização da Un idade Africana (OUA)/UA, África deve com determinação, audácia e dedicação trabalhar para a erradicação da pobreza, do subdesenvolvimento, da desigualdade, dos conflitos, das doenças e das violências contra as mulheres", sublinha a declaração.

"A paz e a prosperidade não podem ser realizadas totalmente sem a participação e a emancipação das mulheres africanas", sustentou a conferência, preconizando um melhor acesso das mulheres à tecnologia moderna e à inovação para a valorização das suas atividades económicas.

A reunião defendeu igualmente que a agenda de integração africana deve incentivar a livre circulação das pessoas, dos serviços e dos bens, e que os recursos naturais de cada país deveam ser explorados de modo conveniente com vista a uma repartição mais equitativa das receitas a fim de contribuir para a industrialização e o desenvolvimento das comunidades e das infraestruturas.

A conferência sublinhou a promoção duma utilização inédita da ciência e da tecnologia a fim de reduzir o peso da assistência dàs mulheres e libertá-las pemitindo-lhes assim realizarem todo o seu potencia.

Também encorajou todos os países a ensinarem a história de África, do pan-africanismo e do Renascimento nas escolas e instituições do ensino superior.

-0- PANA AR/SEG/FJG/JSG/CJB/DD    14maio2013

14 Maio 2013 19:03:25




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