Mulheres africanas instadas a candidatar-se a Prémio Nobel da Paz

Dar-es-Salaam, Tanzânia (PANA) – A Cooperação Italiana anunciou segunda-feira que lançou um campanha com a ajuda de 30 autoridades locais e centenas de personalidades italianas e internacionais do mundo do espetáculo, da cultura e da sociedade civil para promover a candidatura de mulheres africanas ao Prémio Nobel da Paz.

Intitulada NOPPAW (Prémio Nobel da Paz para Mulheres Africanas), a campanha é apadrinhada pela Solidarietà e Cooperazione Cipsi et ChiAma l’Africa com o apoio da Ministério italiano dos Negócios Estrangeiros.

“As mulheres africanas são as líderes deste continente, quer na vida quotidiana quer nas atividades sociais e políticas”, declarou o presidente de Solidarietà e Cooperazione Cipsi, Guido Barbera, num comunicado publicado pelo Ministério italiano dos Negócios Estrangeiros.

“África repousa sobre elas. As mulheres empresárias, políticas, promotoras dos direitos da saúde, da paz e da coexistência. É impossível imaginar o futuro de África sem estas mulheres ordinárias que carregam o fardo diário desta terra, batalham todos os dias contra tragédias e trazem esperança”, acrescentou.

De acordo com o Ministério italiano dos Negócios Estrangeiros, iniciativas serão patrocinadas nos próximos meses, após o relançamento da campanha sobre o Dia Internacional da Mulher celebrado a 8 de março, em várias regiões do Senegal, do Mali, do Burkina Faso e de outros países africanos.

Ela será também apresentada oficialmente ao Parlamento Europeu, em Bruxellas, a 23 de maio e ao Ministério italiano dos Negócioa Estrangeiros a 25 de maio.

Muitos eventos serão também organizados durante o ano, enquanto o NOPPAW vai prosseguir a recolha de assinatuas atualmente estimadas em mais de 25 mil.

“Hoje não basta apenas dizer ou escrever que as mulheres africanas são formidáveis porque os seus esforços quotidianos para melhorar a situação do seu povo não são recompensados por uma vontade política nacional e internacional de as reconhecer”, declarou o porta-voz
da ChiAma l’Africa, Eugenio Melandri.

"O Prémio Nobel da Paz é uma pequena tentativa de as fazer compreender que África vai sobreviver apenas graças a elas", acrescentou.

-0- PANA AR/VAO/AKA/AAS/IBA/CCF/TON 14mars 2011

14 Março 2011 22:43:50


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