Morre cientista queniano

Nairobi- Quénia (PANA) -- O cientista queniano Thomas Odhiambo, de 72 anos de idade, morreu terça-feira no Hospital de Nairobi vítima de complicações cardíacas, informaram fontes familiares.
O seu irmão, Peter Nandi, disse que o Professor Thomas Odhiambo tinha sido admitido no hospital há 10 dias.
Odhiambo foi o director-fundador do Centro Internacional para a Fisiologia e Ecologia do Insecto (ICIPE), sedeado em Nairobi.
Ganhou o prémio da Academia Africana de Ciências e várias distinções internacionais pelas suas pesquisas no campo das ciências e pelos seus esforços para colocar cientificamente a África no mapa do mundo.
O entomologista queniano foi um dos maiores cientistas do mundo e um pioneiro na criação da capacidade científica indigéna de África.
Como director-fundador do ICIPE, as suas pesquisas incidiam-se no desenvolvimento de soluções sustentáveis para a necessidade premente do aumento da produção alimentar e a melhoria da saúde nas comunidades rurais.
Consciente de que as pesquisas científicas devem tornar-se uma grande prioridade se for alcançado um desenvolvimento sócio- económico significativo, o Professor Odhiambo propôs em 1976 a localização dos institutos de pesquisas nas zonas tropicais dos países em desenvolvimento.
Em 1985, os esforços do Professor Odhiambo para desenvolver e promover uma perícia científica entre os africanos levou a criação da Academia Africana de Ciências, da qual foi o primeiro presidente.
Ele foi igualmente vice-presidente da Academia de Ciências do Terceiro Mundo, presidente da Associação dos Editores de Ciência Africana e da Academia de Ciências do Quénia.
Autor de mais de 130 artigos e monografias, o Professor Odhiambo escreveu igualmente seis livros infantis destinados a educar, inspirar e divertir as crinaças de África.

27 Maio 2003 18:57:00


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