Moçambique encerra comportas de barragem para economizar água

Maputo, Moçambique (PANA) - As autoridades moçambicanas fecharam, esta semana, as comportas da barragem dos Pequenos Libombos, no rio Umbelúzi, numa medida que visa economizar a água e, consequentemente, aumentar a quantidade desta naquele reservatório.

A informação foi avançada pelo ministro moçambicano das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Bonete, durante um briefing orientado quarta-feira pelo primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário.

A estação de bombagem e tratamento de água do Umbelúzi é a principal fonte do precioso líquido para a Grande Área Metropolitana de Maputo, a capital, e depende do fluxo regular de água da barragem dos Pequenos Libombos, que igualmente alimenta a vila municipal de Boane e a autarquia da Matola.

A queda do nível do reservatório na barragem levou a empresa Águas da Região de Maputo, SA (AdeM) a introduzir um programa de restrição no abastecimento de água às cidades de Maputo e Matola e ao distrito de Boane, com efeitos a partir de 10 de janeiro último.

O nível de enchimento chegou ao extremo de cair para 13 porcento, mas Bonete disse que as chuvas recentes permitiram uma recuperação até cerca de 20 porcento, e o Governo acredita na possibilidade de vir atingir a fasquia de 50 porcento.

Até terça-feira, o reservatório libertava 1,5 metro cúbico de água por segundo para o Umbelúzi e, com as comportas fechadas, nada está saindo do reservatório.

Bonete disse à agência moçambicana de notícias (AIM) que isso era possível porque ainda há água a jusante em Movene, que está fornecendo a estação de tratamento.

Quando já não houver água em Movene, serão abertas as comportas dos Pequenos Libombos, o que exige uma coordenação cuidadosa por parte dos gestores de recursos hídricos.

Bonete colocou o maior défice hídrico de Maputo em 120 mil metros cúbicos por dia, podendo
parte desse défice ser suprido com as águas subterrâneas.

“Há potencial para explorar as águas subterrâneas nos distritos de Marracuene e Manhiça, ao norte da capital”, disse, ressalvando, porém, que seria necessário usar novas redes de água para levar esta água para Maputo.

Outra possibilidade seria utilizar água armazenada na barragem de Corumana, no rio Sabié, no distrito de Moamba, o que exigiria a construção de uma conduta de 100 quilómetros de comprimento para transportar a água para o centro de distribuição da Machava, no Município da Matola.

O ministro disse que um milhão e 400 mil dólares americanos são necessários imediatamente, e as medidas de curto prazo custariam mais de 16 milhões de dólares americanos.

A longo prazo, as soluções custariam mais de um bilião de dólares americanos, incluindo novas barragens, como a de Moamba Major, no rio Incomati, indicou.

-0- PANA AIM/IZ 02março2017


02 Março 2017 19:00:31


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