Lagos- Nigéria (PANA) -- Uma equipa de 12 oficiais militares da África Ocidental deixa quarta-feira Accra (Gana) com destino a Monróvia numa missão de reconhecimento para facilitar o envio de tropas regionais a Libéria, disseram à PANA fontes da CEDEAO em Lagos.
A delegação, cuja missão vai durar três dias, será chefiada pelo comandante das forças da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), o general nigeriano Festus Okonkwo, e inclui ainda o chefe das operações, bem como peritos da logística.
Esta equipa de avanço vai viajar num avião da Força Aérea Ganense.
"Eles vão avaliar as instalações no terreno e determinar onde vão instalar as estruturas para o envio e a operação da força (da CEDEAO)", adiantaram as fontes.
A retomada dos combates entre as tropas governamentais e as forças rebeldes nas últimas duas semanas tinha atrasado a missão, antes do envio urgente de dois batalhões de tropas nigerianas aprovado recentemente pelos líderes da África Ocidental.
Entretanto, o principal grupo rebelde - Liberianos Unidos para a Reconciliação e Democracia (LURD) - anunciou terça-feira um cessar-fogo unilateral, criando as condições para o envio da missão de reconhecimento da CEDEAO.
O LURD referiu que as suas forças iriam recuar das linhas da frente e ficar no Freeport de Monróvia até à chegada das tropas de manutenção de paz da Nigéria, uma força de vanguarda de 3.
250 tropas prometida pela CEDEAO.
Sobre a chegada da força, o grupo rebelde salientou que iria retirar completamente as suas forças para o rio Po e esperar pelo desarmamento.
O Presidente nigeriano, Olusegun Obasanjo, disse terça-feira que as tropas do seu país seriam enviadas logo que a comunidade internacional cumprisse com a sua promessa de conceder uma ajuda financeira a CEDEAO para a missão.
Líderes oeste-africanos deverão reunir-se quinta-feira em Accra, numa cimeira extraordinária sobre a crise liberiana.