Ministros mobilizam-se para integração africana

Banjul- Gâmbia (PANA) -- Os ministros da Integração Africana e as Comissões Económicas Regionais (CER) querem desempenhar papéis mais importantes no quadro dos esforços visando a aceleração da integração económica, social e política de África, disse um comissário da UA na capital gambiana.
Druante uma conferência de imprensa, Maxwell Kwezalamba, comissário para os Assuntos Económicos da UA, informou que os ministros pretendem reunir-se anualmente para avaliarem os progressos relativos ao processo de integração.
"Uma vez institucionalizado, isto vai acelerar as coisas.
As CER propuseram que os seus representantes fossem autorizados a apresentar, em cada cimeira da UA, um relatório sobre o estado da integração.
Disse esperar que esta proposta chame a atenção dos dirigentes da UA, que se devem reunir de 1 a 2 de Julho na capital gambiana.
A racionalização e a harmonização das CER, consideradas como elementos básicos da integração africana, são consideradas como essenciais no processo.
Actualmente, a UA reconhece apenas oito CER, das quais a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), a SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), o COMESA (Mercado Comum da África Oriental e Austral) e a CEA (Comunidade dos Estados da África OrientaL), mas numerosas vozes ergueram-se para pedir a redução deste número para cinco.
Todavia, Kwezalamba sublinhou que o Conselho Executivo, que se reuniu de 28 a 29 de Junho em Banjul, pediu mais cautela nestes esforços de racionalização.
Sublinhando os esforços feitos pela Comissão da UA relativamente à aceleração do processo de integração, lema da cimeira de Banjul, o comissário africano estimou que o futuro passaporte diplomático africano (PDA) deverá ajudar na facilitação da livre circulação de pessoas no continente quando as instituições financeiras criadas conforme o Acto constitutivo da UA, vão começar a propulsar o processo.
Uma vez criado, exemploificou Kwezalamba, o Banco africano de Investimento deverá facilitar os processos regionais de integração financeira enquanto o futuro banco central africano deverá permitir a emergência duma moeda única que, por sua vez, vai facilitar a circulação de bens e serviços no continente.
Sublinhou igualmente a necessidade de revisar o Tratado de Abuja sobre a emergência da Comunidade Económica Africana no âmbito do processo de aceleração.

30 Junho 2006 21:57:00




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