Dakar- Senegal (PANA) -- A suspensão das emissões da rádio privada "Sud FM" na segunda-feira foi decidida para preservar a unidade nacional e a integridade do Senegal, defendeu quarta-feira em Dakar o ministro senegalês da Informação, Bacar Dia.
A rádio Sud FM e a redacção do diário "Sud Quotidien" do grupo de imprensa "Sud Communication" foram encerradas segunda-feira última pela Polícia por ordem do ministro senegalês do Interior, Ousmane Ngom, acusando-os de atentado contra a segurança do Estado devido a divulgação duma entrevista com o chefe da ala militar do Movimento das Forças Democráticas de Casamance (MFDC), Salif Sadio.
Alguns empregados deste grupo de imprensa foram detidos antes de a rádio do grupo Sud Communication ser autorizada a retomar as suas emissões segunda-feira à noite após uma decisão do ministro senegalês da Informação que levantou a medida de suspensão.
De acordo com o ministro da Informação, o seu colega do Interior "tomou a decisão de suspensão urgente" porque "as declarações de Salif Sadio não poderiam ser aceites num Estado de Direito como o Senegal".
"Não devemos esperar que esta entrevista seja retomada antes de assumir as nossas responsabilidades" afirmou Bacar Dia, defendendo que esta "reacção do governo não obstrui a liberdade de imprensa e não deverá também impedir os outros tipos de liberdades".
Dia disse que o governo senegalês "está decidido a combater todos os que queiram obstruir a unidade nacional", sublinhando que um inquérito judicial foi aberto sobre a difusão da entrevista de Salif Sadio.
O ministro da Informação proibiu segunda-feira a difusão da entrevista com o chefe da ala armada do MFDC pelos órgãos da imprensa senegalesa.
Qualificando esta medida de "censura", o Sindicato Nacional dos Profissionais da Informação e Comunicação do Senegal (SYMPICS) decidiu submetê-la à apreciação do Conselho de Estado.