Ministra angolana da Família lamenta condição das mulheres

Luanda- Angola (PANA) -- A mulher angolana ainda é afectada por grandes males como a pobreza, analfabetismo, falta de acesso aos cuidados básicos de saúde e o desemprego, reconheceu segunda- feira em Luanda a ministra da Família e Promoção da Mulher, Cândida Celeste.
Falando por ocasião do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, a ministra apontou a guerra recém-terminada como a principal responsável por estes males e pela não execução de muitos programas projectados pelo governo para dignificar a classe feminina angolana.
Cândida Celeste mostrou-se, porém, esperançada que a paz vivida no país contribua para reverter a situação.
"O actual momento de paz certamente traz novas perspectivas para a resolução de problemas candentes, principalmente nos domínios da saúde, educação, pobreza, violência, promoção da igualdade, direitos políticos e produção agro-alimentar", sublinhou.
Reconheceu as melhorias relativamente ao género, efectuadas a nível do mundo, considerando-as "decisões que representam uma profunda justiça rumo a uma sociedade justa e igual".
Considerou que a recente criação, pela ONU, de um fundo para apoiar a luta pela igualdade no género é uma decisão de profunda justiça em prol da classe feminina de todo mundo e, em particular, em África.
O programa de comemoração do 8 de Março inclui ainda a realização na terça-feira dum seminário promovido pelo Comité Nacional da Mulher sobre a participação da mulher nos sindicatos existentes no país.
Durante o seminário, as participantes vão abordar questões ligadas ao género, políticas de aproximação do género, análise de género e desenvolvimento, a mulher e a liderança nos sindicatos e a posição das mulheres nas associações sindicais.

09 Março 2004 10:27:00




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