Médicos desempregados exigem seu recrutamento pelo Estado mauritano

Nouakchott, Mauritânia (PANA) - Uma manifestação pacífica de médicos desempregados ocorreu quinta-feira diante das instalações do ministério mauritano da Saúde, no bairro administrativo de Nouakchott, para exigir o seu recrutamento pelo Estado.

Estes médicos sem emprego, estimados em várias dezenas de indivíduos, foram formados em várias universidades da sub-região, nomeadamente na Mauritânia, no Senegal, em Marrocos e na Tunísia.

Durante a manifestação, os participantes ostentavam uma larga bandeirola na qual se podia ler "pedimos o recrutamento de todos os médicos de acordo com as instruções de sua Excelência o Presidente da República".

Numa declaração à PANA, o coordenador do movimento, Ahmed Ould Boussery, indicou que  são 70 médicos generalistas e 15 especialistas saídos de boas universidades mas que estão no desemprego há mais de um ano.

De acordo com as explicações de Ould Boussery, o Estado propôs o recrutamento, agendado para 31 de dezembro último, de 40 generalistas e 10 especialistas, no final de um concurso público, o que os médicos desempregados rejeitaram, afirmando ignorar a razão e os motivos desta restrição.

"A Mauritânia enfrenta uma falta gritante de médicos, com um rácio de um médico em cada seis mil habitantes, abaixo das normas da Organização Mundial da Saúde (OMS)",

Lamentou que, depois de formados para servir o país, "simples enfermeiros e até mesmo pessoal médio qualificado estejam a fazer o nossa trabalho nas estruturas sanitárias nacionais, com sérios riscos e consequências para a população".

-0- PANA SAS/DIM/DD 05jan2017


05 Janeiro 2018 10:00:10


xhtml CSS